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Ditador da Síria recebe parlamentares franceses

O porta-voz do governo francês afirmou que a missão é uma "iniciativa pessoal" e não "é oficial". Parlamentares justificam que é preciso do apoio de Assad na luta contra o EI

O ditador sírio Bashar Assad se encontrou nesta quarta-feira com parlamentares franceses, na primeira reunião desse tipo desde que a França fechou sua embaixada no país em 2012 e anunciou que o líder da Síria tinha perdido a legitimidade. A viagem não foi aprovada pela Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento francês, e o Ministério das Relações Exteriores disse que não apoia a missão parlamentar. Questionado sobre a visita, o porta-voz do governo francês, Stéphane Le Foll, afirmou que a viagem era uma “iniciativa pessoal” e “não oficial da França”.

Muitos diplomatas europeus, segundo a agência Reuters, dizem reservadamente que é tempo de comunicação com Damasco, após uma revolta de quatro anos não conseguir derrubar Assad. A agência estatal de notícias da Síria informou que a reunião se concentrou nos “desafios enfrentados por regiões árabes e europeias, especificamente em matéria de terrorismo”. Segundo a agência, Assad disse que a Síria “sempre incentiva a cooperação entre os Estados como a maneira mais eficaz para deter a expansão do terrorismo e eliminá-lo”.

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A delegação de quatro homens, que voltará para a França nesta quinta-feira, é liderada por Gerard Bapt, do Partido Socialista, e incluiu membros das duas casas do Parlamento. Os mais parlamentares são o deputado Jacques Myard, da conservadora União por um Movimento Popular (UMP), o senador Jean-Pierre Vial, do mesmo partido, o deputado socialista Gérard Bapt e o senador centrista François Zocchetto.

Myard, que, no passado, acusou o governo francês de seguir cegamente a política dos Estados Unidos, confirmou que a reunião ocorreu nesta quarta-feira pela manhã. “Vir aqui não significa que nós apoiamos o que aconteceu”, disse ele à TV francesa BFM. “O objetivo é compreender melhor o regime de Assad, porque não acreditamos que possamos lutar contra o Estado Islâmico sem a Síria”, Ele declarou que alguns países que a França considera aliados na região não estão fazendo a sua parte na luta contra os militantes islâmicos.

(Com agências Reuters e France-Presse)