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Dissidência das Farc sequestrou jornalistas do Equador, diz Colômbia

Três funcionários de um jornal equatoriano foram levados na fronteira; autoridades colombianas não confirmaram se as vítimas estão no país

Por Da redação 28 mar 2018, 14h02

O chefe da dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) do sudoeste do país, Walter Patricio Artízala Vernaza, conhecido como “Guacho”, é o responsável pelo sequestro de três trabalhadores do jornal equatoriano El Comercio, confirmaram nesta quarta-feira fontes oficiais.

O comandante das Forças Militares colombianas, general Alberto Mejía, disse à RCN Rádio que as informações de inteligência confirmaram que homens do grupo armado residual Oliver Sinisterra, que hoje representa um braço das Farc, sequestraram os dois jornalistas e o motorista do jornal na segunda-feira a mando de Vernaza, em uma zona de fronteira da Colômbia com o Equador.

  • De acordo com Mejía, Vernaza, a quem ele chamou de “terrorista”, estaria também por trás de um “atentado às torres de energia em Tumaco”, município colombiano próximo a San Lorenzo, cidade no Equador onde os jornalistas foram sequestrados.

    O ministro equatoriano do Interior, César Navas, confirmou nesta terça-feira o sequestro dos trabalhadores. San Lorenzo fica bem próximo à fronteira com a Colômbia, na província de Esmeraldas.

    Navas afirmou que as autoridades equatorianas chegaram a ter contato com os criminosos. Segundo ele, presume-se que os sequestrados “estejam na Colômbia” e que encontrem-se “bem”. No entanto, apesar de ter confirmado a autoria do crime por parte do grupo dissidente das Farc, o ministro colombiano de Defesa, Luis Carlos Villegas, assegurou nesta quarta-feira que, por enquanto, não existe informações que indique que os sequestrados tenham sido levados à Colômbia.

    (Com EFE)

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