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Diretor de filme anti-islâmico que causou revolta é solto nos EUA

Mark Basseley Yussef foi solto após passar um ano na prisão por violação de termos da condicional

Por Da Redação 27 set 2013, 10h28

O responsável pela produção do filme A Inocência dos Muçulmanos, um curta-metragem que provocou uma onda de protestos em países islâmicos em 2012, foi solto na quinta-feira nos Estados Unidos após passar um ano na prisão.

Mark Basseley Yussef, um cristão copta egípcio de 56 anos, também conhecido pelos nomes de Nakoula Basseley Nakoula e Sam Bacile, havia sido mandado para a cadeia em setembro do ano passado por violação dos termos da sua liberdade condicional – uma acusação sem relação direta com o conteúdo do filme.

Em 2010, ele havia sido condenado a passar 21 meses na prisão por ter montado um esquema de fraude bancária que envolvia o desconto de cheques sem fundo em caixas eletrônicos. Yussef chegou a cumprir doze meses, antes de ser solto e colocado em liberdade condicional. De acordo os termos de sua condicional, ele não podia usar computadores ou a internet por cinco anos sem aprovação das autoridades americanas.

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Mas logo após sair da cadeia, ele passou ao produzir e dirigir A Inocência dos Muçulmanos. O filme, um curta de catorze minutos que descrevia o profeta Maomé como um depravado sexual e ridicularizava seus seguidores, acabou indo parar no YouTube no início de setembro de 2012.

Ao investigar a autoria do filme, as autoridades americanas toparam com Yussef, e constataram que ao distribuir o filme na internet ele havia violado os termos da sua condicional. Também pesou contra Yussef o fato dele ter usado um pseudônimo (Sam Bacile) para produzir o filme, algo que também havia sido proibido pelos termos da sua condicional.

A propagação do vídeo acabou gerando uma série de protestos violentos em alguns países islâmicos, como o Egito, a Tunísia e o Iêmen. Inicialmente, o governo americano divulgou que manifestações contra o filme teriam até mesmo resultado no ataque ao consulado americano em Bengasi, na Líbia, que causou a morte de quatro funcionários dos EUA, incluindo o embaixador J. Christopher Stevens. Mais tarde soube-se que a informação era falsa e que o ataque foi uma ação terrorista planejada antes da divulgação do filme.

Por causa da violação, Yussef cumpriu onze meses da sentença em um presídio federal na região de Los Angeles. Em agosto, ele foi transferido para uma “casa de passagem”, um centro de recuperação para criminosos antes de ser solto.

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