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Dinamarca obrigará crianças a aprender os costumes do país

Medida se restringirá às áreas com grande concentração de imigrantes; Natal, democracia e idioma estarão no currículo

Por Da Redação
Atualizado em 28 Maio 2018, 18h45 - Publicado em 28 Maio 2018, 17h20

O governo da Dinamarca apresentou nesta segunda-feira (28) um acordo político para obrigar crianças de áreas marginalizadas, conhecidas como guetos, a estudarem 25 horas semanais as tradições e leis do país a partir do primeiro ano de idade. Nessas áreas, há alta concentração de imigrantes não ocidentais.

A oferta educativa, para crianças de 1 a 3 anos de idade e que não estejam matriculadas na creche, tem o objetivo de introduzi-las, “através de jogos e atividades”, aos valores da sociedade dinamarquesa, como a democracia e a igualdade, além de tradições como Natal e Páscoa. Com a iniciativa, o governo dinamarquês quer evitar que elas cresçam em “sociedades paralelas”.

Se os pais não matricularem os filhos ou não participarem das atividades planejadas, que reforçarão também o domínio do idioma dinamarquês, correrão o risco de perder o cheque infantil que todas as famílias com crianças residentes na Dinamarca recebem a cada trimestre.

“Os primeiros mil dias são os mais importantes na vida de uma criança. Não é satisfatório que as crianças tenham mais de dois anos de atraso quando chegarem à escola”, declarou a ministra de Assuntos Sociais dinamarquesa, a conservadora Mai Mercado.

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As autoridades municipais terão a função de decidir como repartir as horas de ensino a cada dia e de habilitar creches especiais nos 55 complexos residenciais marginalizados, com cerca de 100.000 pessoas, que o governo identificou há alguns meses.

Para receber o rótulo de zona marginalizada, é necessário que o local atenda a vários requisitos relacionados à situação trabalhista, renda e composição étnica (pelo menos 50% de imigrantes ou descendentes de países não-ocidentais) de seus residentes. Segundo o Ministério de Habitação dinamarquês, em 2017, a população de imigrantes não-ocidentais correspondia a 66,5% dos habitantes desses “guetos”. Eles representam 8,7% de toda a população dinamarquesa.

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A iniciativa conta com apoio político suficiente, já que o governo liberal-conservador é respaldado pelos dois partidos com maior representação parlamentar: o Partido Popular Dinamarquês, com discurso islamofóbico, e o Partido Social-Democrata. Os partidos justificam a política apontando um problema de integração, principalmente envolvendo imigrantes provenientes do Oriente Médio.

O acordo completa o plano contra os “guetos,” apresentado em março passado pelo governo do liberal Lars Lokke Rasmussen, que inclui várias medidas polêmicas. Entre elas, duplicar as penas para crimes cometidos em zonas marginalizadas e forçar um maior equilíbrio étnico em casas e escolas.

(Com EFE)

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