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Dilma e Raúl Castro discutem papel da Celac durante reunião em Havana

Por Da Redação - 31 jan 2012, 15h50

Havana, 31 jan (EFE).- A presidente Dilma Rousseff foi recebida nesta terça-feira por seu colega cubano, Raúl Castro, no Palácio da Revolução de Havana, onde discutiram o papel da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) na região.

Dilma e Castro conversaram sobre o ‘excelente estado’ das relações bilaterais, temas da agenda internacional e os primeiros passos da Celac, da qual são membros todos os países da América, exceto Estados Unidos e Canadá, segundo meios oficiais.

Precisamente sobre a Celac, Dilma disse hoje aos jornalistas antes de sua reunião com Castro que a cúpula de fundação realizada em Caracas (Venezuela) em dezembro foi ‘interessante’ e uma das ‘mais importantes’ já realizadas na região.

A presidente, que iniciou na segunda-feira sua primeira visita oficial a Cuba, abriu nesta manhã suas atividades oficiais depositando um buquê de flores no monumento em homenagem ao criador do Partido Revolucionário Cubano, José Martí, na Praça da Revolução de Havana.

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Em seguida, foi recebida pelo presidente cubano para a reunião da qual também participaram o vice-presidente do Conselho de Estado de Cuba, José Ramón Machado Ventura, e os chanceleres de Cuba, Bruno Rodríguez, e Brasil, Antonio Patriota.

Apesar de a visita de 48 horas de Dilma à ilha ter seus objetivos concentrados nos temas econômicos e comerciais, como cenário de fundo aparece a situação dos direitos humanos, embora não esteja previsto que a presidente aborde esses assuntos em Havana.

O assunto veio à tona nos últimos dias pelo fato de o Brasil ter concedido um visto de turista à blogueira dissidente cubana Yoani Sánchez, que pediu que Dilma intercedesse perante as autoridades da ilha para obter a permissão de saída que lhe permita vir à estreia de um documentário no país.

Perguntada hoje sobre essa situação, a presidente se limitou a dizer que ‘o Brasil deu seu visto para a blogueira, mas os demais passos não são de competência do Governo brasileiro’. EFE

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