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Dilma chega à cidade russa de Ufá para participar da cúpula dos Brics

A presidente do Brasil vai participar de um jantar oferecido por Vladimir Putin e depois terá uma reunião com o presidente russo. Brics irão lançar seu banco de desenvolvimento

Por Da Redação 8 jul 2015, 17h03

A presidente Dilma Rousseff chegou nesta quarta-feira à cidade russa de Ufá, a 1.200 quilômetros de Moscou, para participar da 7ª Cúpula dos Brics, grupo de países emergentes que o Brasil integra junto com China, Rússia, Índia e África do Sul. Ao chegar à capital da república russa de Bashkiria, ao sul da cadeia de montanhas de Urais, Dilma se dirigiu diretamente ao jantar que o presidente russo, Vladmir Putin, oferece aos líderes dos Brics. O jantar abre oficialmente a cúpula que deve terminar amanhã, quinta-feira.

A presidente brasileira e o anfitrião russo terão nesta mesma noite um encontro bilateral para tratar, entre outros assuntos, dos grandes eventos esportivos que os dois países receberão nos próximos anos, como os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 e a Copa do Mundo de 2018 na Rússia. Amanhã está previsto que Dilma participe da cerimônia de encerramento do Conselho Empresarial dos Brics e da sessão plenária da cúpula.

Durante a cúpula espera-se que os líderes dos cinco países definam os últimos detalhes do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) dos Brics, que começará a operar após a cúpula com um capital inicial de 50 bilhões de dólares (mais de 150 bilhões de reais). Com isso, os líderes dos cinco países emergentes esperam concretizar a iniciativa que nasceu há um ano na cúpula anterior, realizada na cidade de Fortaleza, com a pretensão de dar um passo na articulação de uma alternativa ao Banco Mundial. Politicamente, o banco dos Brics também representa um passo em direção ao fortalecimento do bloco diante da União Europeia e Estados Unidos.

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Ontem, os bancos centrais dos Brics assinaram em Moscou um acordo operacional sobre as condições para ativar um Fundo de Reservas Comum, dotado com 100 bilhões de dólares (mais de 100 bilhões de reais), destinado a ajudar seus membros em caso de crise mundial. O acordo, que entrará em vigor no próximo dia 30 de julho, regulamenta as condições e os procedimentos para que os países-membros possam dispor da ajuda do Fundo em caso de necessidade.

Em seu retorno da cúpula de Ufá, Dilma realizará uma escala na Itália e visitará no dia 11 de julho a Exposição Universal de Milão, onde o Brasil conta com um pavilhão. Também está previsto que ela realize uma visita oficial a Roma no dia 10, ainda não confirmada oficialmente.

Plataforma para Putin – O presidente russo, em declarações à imprensa às vésperas do encontro, deixou claro sua pretensão de que os Brics exerçam maior protagonismo político, com uma coordenação cada vez mais estreita entre os cinco membros nos assuntos internacionais. Além da pauta financeira, na agenda de reuniões também estão outros temas, como a situação na Ucrânia e a ameaça do Estado Islâmico (EI). A intenção da Rússia é voltar a ter protagonismo geopolítico com ajuda do fórum, que nasceu com uma vocação essencialmente econômica. Com isso, o país pretende ganhar peso e apoios em um momento em que suas relações diplomáticas com a Europa e Estados Unidos estão muito fragilizadas.

(Da redação)

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