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Defesa tenta evitar a prisão perpétua de Bradley Manning

Advogados do soldado 'fonte' do WikiLeaks dizem que não existem provas para a acusação de "colaborar com o inimigo", a mais grave enfrentada pelo militar

Por Da Redação 16 jul 2013, 02h41

A defesa do soldado americano Bradley Manning, responsável pelo vazamento de milhares de documentos secretos ao site WikiLeaks, pediu nesta segunda-feira a anulação da acusação de “colaborar com o inimigo”. A denúncia é a mais grave enfrentada pelo soldado e pode acarretar em uma condenação à prisão perpétua. Manning está sendo julgado em um tribunal militar e sua sentença deve ser divulgada no próximo mês.

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O advogado David Coombs argumentou que a Promotoria não apresentou provas determinantes que demonstrassem que o soldado de 25 anos tinha conhecimento de que a informação que estava cedendo ao WikiLeaks poderia ser usada indiretamente pelos inimigos dos Estados Unidos. A acusação, por outro lado, sustenta que os mais de 700 mil arquivos vazados ajudaram nas atividades do grupo terrorista Al Qaeda e insiste que Manning havia sido advertido sobre essa possibilidade e estava ciente dos riscos provocados por sua conduta.

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Precedente perigoso – A defesa rebateu a versão da Promotoria e assegurou que as provas apresentadas para respaldar a acusação de colaboração com o inimigo não possuem peso. Para os advogados de Manning, não há evidências concretas de que o soldado sabia da possibilidade de os dados vazados terminarem nas mãos de organizações terroristas e seria “presunção” acreditar que o inimigo – a Al Qaeda – visitasse a página do WikiLeaks na internet. Por fim, David Coombs alertou a juíza militar Denise Lind que a condenação de Manning por colaboração com o inimigo abriria um perigoso precedente contra qualquer um que fornecesse informações para a imprensa.

(Com agência EFE)

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