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Cubanos temem repatriação após reaproximação com os Estados Unidos

Estima-se em 35 000 o número de cubanos que podem ser obrigados a retornar à ilha

Não é à toa que muitos cubanos estão receosos com as consequências da aproximação entre Havana e Washinton. Mais de 35 000 deles poderiam ser repatriados à ilha como consequência do processo de restabelecimento das relações diplomáticas.

Os números foram obtidos pela Agência Efe junto ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE). Segundo os dados do órgão, 35.106 cubanos têm ordem de deportação em território americano, dos quais 162 estão presos e 34.944 em liberdade.

Apesar dos riscos, os cubanos continuam tentando deixar o país. De acordo com o serviço de fronteiras e de alfândega dos Estados Unidos, 9.371 migrantes cubanos entraram em território americano nos três primeiros meses deste ano, um aumento de 118% em relação ao mesmo período de 2014.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, receberá na próxima segunda-feira, 20, o ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez. Será a primeira reunião entre os chefes da diplomacia dos dois países em mais de 50 anos, informou o governo americano.

Kerry não estará presente na cerimônia formal de reabertura da embaixada cubana em Washington na segunda-feira, mas receberá Rodríguez no Departamento de Estado.

No mesmo dia, os dois países restabelecerão formalmente suas relações diplomáticas, rompidas desde 1961.

Além disso, Kerry deve viajar em “breve” a Havana para participar de uma cerimônia formal na nova embaixada americana. Será a primeira visita a Cuba de um secretário de Estado americano desde 1945.

(Com Efe)