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Cruz Vermelha afirma que 61 seguem desaparecidos após ataque no Quênia

Buscas por vítimas continuam em setor que desabou durante cerco de quatro dias a shopping

Cinco dias após o ataque terrorista a um shopping de luxo em Nairóbi, no Quênia, equipes de resgate seguem em busca de corpos sob os destroços do local. Nesta quinta-feira, a Cruz Vermelha afirmou que ao menos 61 pessoas seguem desaparecidas após a tomada do shopping Westgate por membros do grupo terrorista Al Shabab, no sábado. As autoridades do país retomaram o controle do complexo da terça-feira – e afirmam que foram registradas as mortes de 61 civis. Seis soldados e cinco terroristas também morreram.

Apesar do número de desaparecidos divulgado pela Cruz Vermelha, o ministro do Interior do Quênia, Joseph Ole Lenku, disse à rede britânica BBC acreditar que não há um número “significativo” de corpos sob os destroços do shopping, e que o balanço total de vítimas não deve sofrer muitas alterações.

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Na quarta-feira, especialistas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e Canadá chegaram ao Quênia para auxiliar as forças locais nas investigações sobre o ataque. Onze suspeitos de participação na ação foram presos pelas autoridades quenianas.

Segundo a rede CNN, os investigadores se concentram agora em descobrir se os terroristas tiveram ajuda de funcionários do shopping e quando o ataque começou a ser planejado. São analisadas hipóteses de que o grupo tenha estocado armas no local e tido acesso às plantas da construção.

Ataques – Ao menos dois policiais morreram e outros dois ficaram feridos em um ataque realizado nesta quinta-feira por homens armados na cidade de Mandera no Quênia, próxima da fronteira com Somália e a Etiópia. As autoridades quenianas atribuíram o ataque ao grupo Al Shabab, a mesma que atacou o shopping Westgate.

O comandante da polícia do distrito, Rono Bunei, citado pelo jornal queniano Daily Nation, afirmou que homens lançaram uma granada contra o seu escritório e incendiaram sete veículos.