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Croácia adere à UE sob vigilância, Sérvia terá que esperar

Por Por Yann OLLIVIER 9 dez 2011, 12h30

A Croácia assinou nesta sexta-feira um tratado que permitirá que ela se torne em julho de 2013 o 28º Estado da União Europeia, enquanto a Sérvia terá que esperar, apesar da detenção de Ratko Mladic, devido à relutância da Alemanha em validar o status de “candidato”.

Depois de uma longa noite de negociações em Bruxelas, os 27 líderes europeus – com exceção do presidente francês Nicolas Sarkozy, que se atrasou – assinaram o tratado de adesão com a primeira-ministra croata Jadranka Kosor e o presidente Ivo Josipovic.

Agora, uma maratona de ratificações foi aberta na Croácia – para aprovar o texto por meio de um referendo no início de 2012 – e nos 27 países da UE.

“Vocês são calorosamente bem-vindos à família europeia”, disse o presidente da UE, Herman Van Rompuy, que ressaltou que este “ainda não é o fim do caminho” aos líderes croatas.

De fato, após as adesões apressadas da Bulgária e da Romênia em 2007, a UE decidiu reforçar a vigilância da reforma do sistema judicial, da concorrência, da luta contra o crime organizado e da corrupção nos países candidatos.

Caso a Croácia não se esforce nessas áreas, poderá sofrer eventuais sanções (como, por exemplo, o congelamento dos fundos europeus).

Depois da Eslovênia, em 2004, a Croácia é a segunda das seis ex-repúblicas iugoslavas a entrar na UE, uma perspectiva prometida ao conjunto dos países dos Bálcãs.

Receosos de trazer novos problemas para o bloco, os líderes europeus devem decidir nesta sexta-feira se vão atrasar os processos de Montenegro e Sérvia, de acordo com o projeto de conclusões visto pela AFP.

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Montenegro, que espera abrir as negociações de adesão depois de ter obtido no ano passado o status oficial de “candidato”, terá que esperar até junho de 2012, período em que Bruxelas examinará os progressos do país em relação à luta contra a corrupção e o crime organizado.

Apesar dos “avanços consideráveis” realizados neste ano – principalmente depois de levar ao Tribunal Penal os dois últimos criminosos de guerra da ex-Iugoslávia, Ratko Mladic e Goran Hadjic-, Belgrado não deve conseguir o status de candidato.

Esta decisão foi passada para março de 2012, um duro golpe para o presidente sérvio Boris Tadic, que disse na quinta-feira que uma negativa europeia seria “um grande desafio para a jovem democracia sérvia”.

Apesar da posição favorável da França, que quer evitar um movimento antieuropeu na Sérvia, a Alemanha se manteve firme, ressaltando que teme pelas tensões no país.

Os soldados alemães da força internacional KFOR foram feridos na semana passada durante um confronto com sérvios.

A UE impõe como condição à candidatura da Sérvia a realização “de avanços suplementares” no diálogo com o Kosovo, que ela não reconhece como independente.

Entre os progressos esperados estão a realização efetiva de acordos com Pristina – sobre a gestão dos postos de fronteira – e a conclusão de um acordo sobre a representação do Kosovo nas conferências e reuniões regionais.

A Sérvia não aceita a representação de Kosovo nestes fóruns na condição de Estado.

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