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Crise no Mali é uma das mais graves da África, segundo União Africana

A crise atual no Mali, com o norte do país sob o controle de grupos armados, principalmente islamitas, é “uma das mais graves” atravessada pela África, considerou neste sábado em Adis Abeba o presidente da Comissão da União Africana (UA), Jean Ping.

“Não há dúvida de que a situação no Mali é uma das crises mais graves enfrentadas por nosso continente”, afirmou Jean Ping, na abertura de uma reunião do Conselho de Paz e de Segurança (CPS) da UA, dedicado à crise no Mali e à tensão entre o Sudão e o Sudão do Sul.

“Sua persistência representa um verdadeiro perigo para a viabilidade do Estado malinês, assim como para a estabilidade e a segurança regional”, acrescentou, na véspera de uma cúpula de chefes de Estado da UA, que será realizada no domingo e na segunda-feira na capital etíope.

“Os princípios em jogo, seja a preservação da unidade e a integração territorial do país, a rejeição do terrorismo e das mudanças anticonstitucionais do governo, são de extrema importância para o continente”, acrescentou Ping.

Sobre a situação do Sudão e do Sudão do Sul, o presidente da Comissão destacou progressos “lentos e desiguais” na aplicação do “roteiro” elaborado pela UA para tentar encontrar uma solução para as tensões entre os dois países desde a independência do Sudão do Sul, em julho de 2011, que desencadearam intensos combates na fronteira em março e maio.