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Credores vão fazer nova proposta para renegociação da dívida argentina

O projeto elaborado por três fundos de investimentos que detém um terço dos títulos do país será apresentado até o início de agosto

Por Da Redação 20 jul 2020, 18h44

Os três fundos de investimentos que representam os principais credores privados do governo da Argentina anunciaram nesta segunda-feira, 20, que apresentarão, até o início de agosto, um plano para que o país quite seus débitos que somam 106 bilhões de dólares (565 bilhões de reais).

Ao todo, a dívida que inclui também credores não privados, chega a 320 bilhões de dólares (1,7 trilhões de reais), quase 90% do PIB. Os empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) somam cerca de 44 bilhões de dólares (235 bilhões de reais) e correspondem a 15% do total, já a parcela que cabe aos três grupos representa quase quase um terço da dívida: 106 bilhões de dólares (566 bilhões de reais).

Representantes de diversos credores do governo argentino que vêm do setor privado, sejam indíviduos ou pessoas jurídicas, esses três fundos de investimento são o Comitê de Credores da Argentina, o Grupo Ad Hoc e o Grupo Exchange.

“Acreditamos que nossa proposta fornecerá o alívio de curto prazo que a Argentina precisa com urgência e uma solução sustentável que a longo prazo garanta o acesso do país ao mercado internacional de capitais”, disseram os três fundos de investimento em um comunicado conjunto nesta segunda-feira.

O grupo também afirmou que a sua proposta de plano de pagamento da dívida será concluída até 4 de agosto. A negociação é vista como primordial para que a Argentina se recupere da crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19.

‘Nada a mais’

O comunicado dos três fundos de investimentos foi divulgado menos de 24 horas após a publicação na imprensa internacional de uma entrevista do presidente, Alberto Fernández, em que o mandatário afirma que o governo é incapaz de reestruturar sua dívida externa em outros termos que não os já sugeridos em negociações anteriores.

  • “Não podemos fazer nada além”, disse Fernández ao jornal britânico Financial Times, em referência à sua última proposta de reestruturação da dívida, segundo a qual o governo argentino pagaria apenas pouco mais da metade da dívida externa. “Não haverá nenhuma outra proposta [além dessa]”, disse Fernández.

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