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Covid-19: Isolamento social é estendido na Rússia até 11 de maio

Com mais de 87.000 enfermos, o país ultrapassou na segunda-feira 27 a China em número de casos reportados à Organização Mundial da Saúde

Por Da Redação - Atualizado em 28 abr 2020, 14h46 - Publicado em 28 abr 2020, 14h43

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira, 28, a extensão das medidas de isolamento social até 11 de maio para conter o avanço da Covid-19 no país. A Rússia chegou a mais de 87.000 casos reportadas à Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira 27, ultrapassando a China, primeiro epicentro da pandemia. Cerca de 800 pessoas morreram.

“O pico [de surtos da Covid-19] ainda não foi atingido. Estamos diante do estágio mais intenso da luta contra a epidemia’, justificou Putin — as restrições estavam previstas para durar apenas até o final de abril. “Conseguimos desacelerar a epidemia”, complementou o presidente.

Desde quinta-feira 23, quando foram contabilizados 4.774 novos enfermos na Rússia, o número de casos diários reportados à OMS tem crescido no país (com exceção de sábado 25, quando as autoridades russas não reportaram nenhum caso e nenhuma morte).

A Rússia ultrapassou na segunda-feira a China em número de casos reportados à OMS após ter anunciado 12.559 novos enfermos em 24 horas — um crescimento de 287% em relação à média dos cinco dias anteriores. A China, que foi o primeiro epicentro da pandemia, contabilizou oficialmente 84.341 casos.

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Segundo a OMS, a Rússia conta com pelo menos 87.147 enfermos e 794 mortos. Já a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, estima que mais de 93.500 tenham adoecido no país e, dentre eles 867 tenham morrido até esta terça-feira.

Putin ainda se comprometeu nesta terça-feira a apresentar novas medidas destinadas à recuperação da economia russa. Em 15 de abril, o governo já havia implementado um pacote de empréstimos a empresas de 12.130 rublos (160 dólares) por funcionário.

Segundo a revista americana Time, a taxa de desemprego na Rússia pode subir a 15%, o que significa cerca de 8 milhões de desempregados.

O presidente russo também exigiu nesta terça-feira que o governo produzisse recomendações até 5 de maio para a reabertura gradual do país. Os serviços não essenciais estão em “feriado nacional”, como batizou o governo russo, desde o final de março.

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A capital da Rússia, Moscou, está sob quarentena desde 30 de março até 13 de maio, segundo o jornal The Moscow Times.

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