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Covid-19: terceira onda da doença ameaça Hong Kong

Território administrado pela China tenta barrar novo surto enquanto população vai às urnas em eleição não oficial para conter avanço autoritário

Por Ricardo Ferraz Atualizado em 13 jul 2020, 11h33 - Publicado em 13 jul 2020, 11h12

As autoridades de Hong Kong estão preocupadas com uma terceira onda de Covid-19, depois de o território administrado pela China registrar 29 novos casos da doença no sábado.  O momento foi classificado com o “o mais perigoso” desde março. Na sexta-feira, outros 30 casos haviam sido confirmados e mais 33 aguardam o resultado de exames.

“Temos muitos casos sem uma fonte precisa de infecções, e eles não estão relacionados a nenhum resultado positivo vindo do exterior. Acho que a situação é mais grave agora do que em março, quando registramos muitos casos importados do exterior”, disse hoje o médico Chuang Shuk-kwan, do Centro de Prevenção de Doenças Infecciosas da cidade.

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Ha semanas Hong Kong não registrava novas infecções. O reaparecimento da doença fez o governo retomar certas restrições, como a limitação de atendimento em bares e restaurantes e a suspensão das aulas em creches e escolas.

Segundo a emissora local “RTHK”, os novos casos estão principalmente a esses locais. Infecções também foram detectadas em asilos e entre alguns motoristas de táxi da cidade.

Desde o início da pandemia, Hong Kong registrou 1.432 infecções e sete mortes .

Eleições

O fim de semana também foi marcado por filas e aglomerações em 250 sessões eleitorais de Hong Kong. Cerca de 580 mil cidadãos compareceram às urnas para escolher pré candidatos às eleições legislativas que vão ocorrer em setembro.

O evento funciona como uma primária para a escolha de 70 integrantes que irão compor o Conselho local. O comparecimento em massa em uma votação não oficial foi visto como uma reação à nova lei de segurança imposta pela China ao território semi-autônomo.

A lei, implantada há duas semanas, permite à polícia chinesa atuar na ilha, investigando e prendendo pessoas envolvidas em atividades consideradas subversivas, separatistas e terroristas, sem a necessidade de expedição de mandado pela Justiça. 

(Com EFE)

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