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Coronavírus: Para os ‘pobres e sofridos’, Índia anuncia ajuda de U$22 bi

Medida é divulgada após 36 horas do início da quarentena de 21 dias no país e visa atender as necessidades de 800 milhões de pessoas

Por Da Redação - 26 Mar 2020, 14h15

A ministra das Finanças da Índia, Nirmala Sitharaman, anunciou nesta quinta-feira, 26, um pacote de ajuda no valor de 22 bilhões de dólares para ajudar a população durante as três semanas de quarentena que o país enfrenta devido à pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. O pacote beneficiará cerca de 800 milhões de pessoas em um país com 1,3 bilhão de habitantes.

“Faz apenas 36 horas desde que a quarentena foi imposta. (…) E agora nós apresentamos um pacote que vai atuar imediatamente no bem estar dos trabalhadores pobres e sofredores e para aqueles que precisam de ajuda imediata”, disse a ministra em uma coletiva de imprensa.

O pacote inclui um seguro no valor de 66.400 dólares para os profissionais que estejam na linha de frente contra o vírus, que inclui médicos, agentes sanitários e enfermeiros. Essa medida beneficiará cerca de dois milhões de pessoas.

Pelos próximos três meses, o governo proverá de graça cinco quilos de arroz e trigo por mês, mulheres que estejam cadastradas em programas de inclusão financeira e de subsídio de gás receberão mensalmente um acréscimo de cerca de seis dólares nos recebimentos e um botijão de gás. A medida beneficiará cerca de 200 milhões de mulheres e 83 milhões de famílias que vivam abaixo da linha da pobreza. 

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Já os idosos, pessoas com deficiências e viúvas receberão um acréscimo de 13 dólares nas aposentadorias, e os trabalhadores rurais terão direito a um aumento 26 dólares nos seus salários. Outras medidas anunciadas incluem o aumento do salário mínimo, subsídios para agricultores e trabalhadores da construção civil.

Na terça-feira 23, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, declarou a quarentena por 21 dias para evitar a propagação do novo coronavírus. Apesar de o país registrar apenas 694 casos e 16 mortes, Modi justificou a medida como único meio de quebrar o ciclo de infecção. “Se nós não formos capazes de gerir essa pandemia nos próximos 21 dias, o país irá retroceder 21 anos. Se nós não formos capazes de administrar os próximos 21 dias, muitas famílias serão destruídas para sempre”, afirmou.

A pandemia do novo coronavírus já atingiu 160 países, infectando 491.623 e matando 22.169, segundo a Johns Hopkins University. O pior cenário é o italiano, com 74.386 casos e 7.503 mortes, que supera o total de óbitos pelo vírus na China (3.291), onde a doença se originou em dezembro de 2019. O segundo pior na Europa é na Espanha, com 56.188 casos e 4.089 mortes. No Brasil, foram contabilizadas 2.567 infecções e 61 mortes, a maioria no estado de São Paulo.

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