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Coronavírus: Na Espanha, 12% dos pacientes são profissionais da saúde

Motoristas de ambulância, enfermeiros e médicos enfrentam hospitais superlotados e um sistema de saúde colapsado enquanto se expõem à doença

Por Da Redação Atualizado em 23 mar 2020, 13h30 - Publicado em 23 mar 2020, 13h12

Na Espanha, o segundo país na Europa com o maior número de casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, os profissionais do sistema de saúde se tornaram uma das principais vítimas: cerca de 12% dos diagnósticos positivos no país são de médicos, enfermeiros e motoristas de ambulâncias.

Com hospitais já lotados e um aumento diário de 4.946 novos casos da doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os pacientes repousam sentados em cadeiras ou espalhados em macas pelos corredores onde passam à todo instante os profissionais de saúde. Levantamento em tempo real da Johns Hopkins University aponta para 33.089 infectados e 2.206 mortes no país.

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Em reportagem desta segunda-feira, 23, o jornal espanhol El Mundo descreve a situação no Hospital Severo Ochoa de Leganés, em Madri, como “dantesca”. “Pessoas doentes sentadas em cadeiras com seus cilindros de oxigênio, lado a lado; infectados com coronavírus deitados em camas estacionadas nos corredores; pacientes que esperam com resignação por um médico para atendê-los; tosse por toda parte”. “Há pessoas sem quartos, sentando em cadeiras de plásticos por mais de 30 horas, disse Javier Gárcia, um representante da União Geral dos Trabalhadores, ao jornal espanhol.

Na tentativa de aliviar a pressão, o governo espanhol converteu sete hotéis de Madri em clínicas onde realocar os pacientes. O hotel Marriott Auditorium começará a receber os enfermos nas próximas horas, os outros hotéis deverão começar a atuar nos próximos dias. As autoridades também estão convertendo pavilhões de exposições em hospitais com capacidade de atender 5.000 pacientes diagnosticados com coronavírus.

O Exército espanhol também foi convocado para ajudar no traslado de pacientes e na construção de tendas médicas espalhadas pela cidade. A organização Médicos Sem Fronteiras transformou um campus universitário de Madri em área hospitar com capacidade para 100 pessoas.

A pandemia do novo coronavírus já atingiu 160 países, infectando 350.536 e matando 15.328, segundo a Johns Hopkins University. O pior cenário está na Itália, com 59.138 casos e 5.476 mortes, superando o total de óbitos pelo vírus na China (3.264), onde a doença se originou em dezembro de 2019. No Brasil, foram contabilizadas 1.620 infecções e 25 mortes – 22 delas somente no estado de São Paulo.

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