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Coreia do Sul tem protestos e já vislumbra próximo presidente

As manifestações pós-impeachment pedem uma solução para o caos político criado pelo escândalo envolvendo a presidente Park. Há cotados para assumir o posto

Por Da Redação - 10 dez 2016, 13h50

Manifestantes que pediam a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, marcharam neste sábado pela sétima semana seguida, um dia após o Parlamento votar pelo impeachment da presidente e colocar o destino de Park nas mãos de um tribunal composto por nove juízes.

A multidão estimada pelos organizadores em 200 mil pessoas lotava uma grande praça no centro de Seul e era significativamente menor do que nas semanas recentes, porém festiva, com performances musicais entre discursos pedindo a saída de Park.

“Exigimos que o Tribunal Constitucional faça uma decisão de consciência e justiça e não aja contra a vontade do povo”, disse em discurso Jung Kang-ja, um dos líderes da coalizão de grupos civis apoiadores da manifestação.

O primeiro-ministro, Hwang Kyo-ahn, que se tornou presidente interino na sexta-feira após a aprovação do impeachment no Parlamento, pediu para autoridades garantirem que as manifestações sejam pacíficas e tentou acalmar as ansiedades sobre segurança nacional e mercados financeiros.

“Até o momento, mercados financeiros e cambiais estão relativamente estáveis e não há sinais de movimentos incomuns no Norte, mas todos os servidores públicos devem ter vigilância em mente ao conduzirem suas funções”, disse Hwang, durante encontro.

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Os poderes de Park foram suspensos após 234 dos 300 membros do Parlamento votarem pelo impeachment, o que significa que mais de 60 membros do seu próprio partido apoiaram a moção. Cabe ao Tribunal Constitucional dar a palavra final sobre o afastamento definitivo da presidente.

Sucessor

Confirmado o afastamento da presidente Park pelo Tribunal Constitucional, a Coreia terá 60 dias para realizar novas eleições. Os candidatos mais fortes para assumir a cadeira presidencial são o ex-parlamentar de oposição Moon Jae-in, que enfrentou Park nas eleições de 2012, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deixa seu cargo no fim do ano.

O político de oposição foi preso na década de 70 por protestar contra a ditadura de Park Chung-hee, pai da atual presidente, e perdeu para a presidente nas últimas eleições por apenas 4% dos votos, uma margem considerada apertada. Já Ban, considerado favorito no pleito, é visto com simpatia por boa parte da população sul-coreana e não tem afiliação partidária. Antes de assumir o posto na ONU, ele foi chanceler da Coreia do Sul entre 2004 e 2006.

(Com Reuters)

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