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Coreia do Norte retoma ameaças e diz que atacará Seul ‘sem piedade’

Após mandar executar o tio, o ditador Kim Jong-un retoma a retórica belicista. Coreia do Sul se diz pronta para retaliar qualquer investida de Pyongyang

Uma semana depois de mandar matar o tio e mentor, o ditador Kim Jong-un retomou a retórica belicista ao enviar um fax a Seul ameaçando “atacar sem piedade nem aviso prévio” o vizinho do sul. O ataque, alega, seria uma resposta aos recentes protestos da população sul-coreana contra o regime norte-coreano. A mensagem diz que Pyongyang atacará “se a provocação contra nossa soberana dignidade se repetir em Seul”, informou a rede CNN.

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Nesta semana, enquanto o ditador norte-coreano presidia uma grande cerimônia em memória de seu pai e antecessor, Kim Jong-il, sul-coreanos saíram às ruas para protestar contra Pyongyang e queimaram bandeiras norte-coreanas. Manifestações dessa natureza ao sul da fronteira são comuns nas datas comemorativas do regime comunista, segundo a CNN.

O porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da Coreia do Sul, Kim Min-seok, afirmou que o país está preparado para retaliar qualquer ofensiva militar perpetrada por Pyongyang. “Nossa resposta foi enviada por meio de uma mensagem eletrônica e fax. Nós alertamos que se a Coreia do Norte seguir em frente com qualquer provocação, nós vamos retaliar com firmeza”, disse. O ministério acrescentou que nenhuma movimentação militar significativa foi detectada no território norte-coreano.

No início deste ano, a tensão entre as duas Coreias aumentou consideravelmente depois que Pyongyang realizou o terceiro teste nuclear da história do país, em fevereiro. Muitas ameaças também foram feitas contra os Estados Unidos. Kim Jong-un disse que iria destruir a Casa Branca, posicionou mísseis na direção da Coreia do Sul e do Japão e fechou o complexo industrial de Kaesong.

Dennis Rodman – O tom baixou no segundo semestre, mas a execução de Jang Song-thaek, tido como um dos homens mais influentes do regime, reacendeu preocupações. O secretário de Estado americano John Kerry destacou a necessidade de China, Rússia, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos se unirem para impedir qualquer avanço no programa nuclear norte-coreano. “Uma bomba atômica nas mãos de alguém como Kim Jong-un se torna algo cada vez menos aceitável”.

Enquanto o Ocidente mantém Pyongyang no radar, o ex-astro da NBA Dennis Rodman voltou ao país nesta semana para se encontrar com Kim Jong-un, de quem si diz amigo, e treinar a seleção de basquete norte-coreana. Rodman pretende organizar um jogo improvável reunindo estrelas aposentadas da liga americana e norte-coreanos.

Dennis Rodman, fuma charuto durante treino de basquete de jogadores norte-coreanos, em Pyongyang Dennis Rodman, fuma charuto durante treino de basquete de jogadores norte-coreanos, em Pyongyang

Dennis Rodman, fuma charuto durante treino de basquete de jogadores norte-coreanos, em Pyongyang (/)