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Coreia do Norte ataca ilha sul-coreana; o alerta é máximo

Dois soldados morreram na inesperada ofensiva de Pyongyang. Alvo foi a ilha de Yeonpyeong, perto da fronteira, no Mar Amarelo. Seul se mobiliza para revide

Por Da Redação 23 nov 2010, 04h18

A tensão se acentuou nos últimos dias depois que os Estados Unidos informaram que o Norte construiu novas instalações para o enriquecimento de urânio, o que poderia ser utilizado para fins bélicos

A tensão na península coreana chegou a um nível temerário nesta terça-feira, depois de um ataque militar ordenado por Pyongyang contra um território governado por Seul. De acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap, vários mísseis lançado pela Coreia do Norte atingiram a ilha de Yeonpyeong, perto da fronteira, no Mar Amarelo, matando dois soldados e ferindo outras dezenas. Entre 60 e 70 casas e edifícios ficaram em chamas.

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A partir do ataque inicial, foram ouvidos tiros de artilharia no mar perto da fronteira entre os dois países. As forças armadas de Seul teriam respondido ao ataque. Segundo a rede de TV sul-coreana YTN, os militares do país confirmaram a troca de tiros. A morte do soldado também foi confirmada pelas fontes do exército, que dizem ainda que há muitos feridos em estado grave em decorrência do bombardeio.

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De acordo com uma fonte militar não-identificada de Seul, a tensão se acentuou nos últimos dias depois que os Estados Unidos informaram que o país vizinho construiu novas instalações para o enriquecimento de urânio, o que poderia ser utilizado para fins bélicos. A fronteira ocidental não é reconhecida por Pyongyang. O alerta na Coreia do Sul foi elevado ao seu mais alto nível desde o final da guerra, na década de 1950.

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O Exército da Coreia do Sul se encontra em estado de alerta máximo e já mobilizou caças de combate F-15 e F-16 na região. A alta cúpula da presidência sul-coreana está reunida em um bunker militar para estudar a resposta aos ataques da Coreia do Norte. O Estado-Maior sul-coreano enviou uma mensagem telefônica à Coreia do Norte através de uma linha especial para pedir que o vizinho interrompesse os disparos, que não voltaram a se repetir.

ONU – O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou nesta terça-feira uma reunião em caráter de urgência para tratar dos ataques os recentes. O encontro deve ocorrer em um ou dois dias. Pouco antes, a ministra de Relações Exteriores francesa, Michele Alliot, pediu por meio de comunicado que a Coreia do Norte “acabe com as provocações.”

(com agências Estado e EFE)

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