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Coreia amplia zona de defesa aérea em resposta à decisão da China

A área foi ampliada em direção sul e inclui agora espaço aéreo sobre o Ieodo (Rocha de Suyan, em chinês), uma ilhota submersa sobre a qual Seul exerce controle após ter instalado ali uma plataforma de pesquisa científica

Por Da Redação 8 dez 2013, 08h31

A Coreia do Sul anunciou neste domingo a ampliação de sua Zona de Defesa de Identificação Aérea (ADIZ, em inglês) em resposta à recente criação por parte da China de outro perímetro similar reportado como espaço controlado há anos pelo governo de Seul.

A área foi ampliada em direção sul e inclui agora espaço aéreo sobre o Ieodo (Rocha de Suyan, em chinês), uma ilhota submersa sobre a qual Seul exerce controle após ter instalado ali uma plataforma de pesquisa científica. O governo chinês considera a área parte de sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE).

No dia 23 de novembro a China anunciou a criação de uma nova ADIZ, o que resultou em protestos na Coreia do Sul e no Japão, já que a zona se sobrepõe às de ambos os países e abrange Ieodo e também as ilhas Senkaku/Diaoyu (administradas por Tóquio, mas reivindicadas por Pequim).

O ministério da Defesa da Coreia do Sul comunicou que a criação da nova zona aérea criou tensões militares na região e pediu para Pequim reconsiderar a sua implantação. A solicitação, no entanto, foi rejeitada. “A China reagiu dizendo que não aceitará as demandas da Coreia do Sul”, disse um porta-voz do ministério sul-coreano.

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Espaço aéreo – O governo do Japão afirmou na semana passada que continuará sua política de pedir que as companhias aéreas locais não notifiquem sua rota às autoridades chinesas caso sobrevoem a nova zona de segurança aérea criada por Pequim. “A posição de nosso país não mudará”, disse o porta-voz do Executivo japonês, Yoshihide Suga. O posicionamento de Tóquio representa uma diferença de critério em relação aos Estados Unidos, que recomendaram às aeronaves se identificarem a Pequim por razões de segurança.

O Departamento de Estado americano aconselhou que os aviões comerciais do país notifiquem Pequim sobre voos na nova zona aérea, embora tenha acrescentado que isso não significa que o governo dos EUA aceite as exigências chinesas. As autoridades de Tóquio tentaram amenizar a diferença de critério entre os dois aliados e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse que seu país quer “permanecer em sintonia” com os EUA para enfrentar esta crise. A Coreia do Sul também seguiu os passos do Japão e solicitou a suas companhias aéreas que não informem seus planos de voo para as autoridades de Pequim.

(Com EFE)

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