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Conflitos por terra deixam 50 mortos na Nigéria

Por Wole Emmanuel. 1 jan 2012, 11h02

Um conflito pela posse de terras deixou, pelo menos, 50 pessoas mortas no sábado em duas comunidades vizinhas em Ebonyi, sul da Nigéria, ao mesmo tempo em que o presidente Goodluck Jonathan decretou estado de emergência em várias regiões do país para pôr fim à violência atribuída à seita islamita Boko Haram.

“Ainda não temos um número exato das vítimas porque várias pessoas foram assassinadas a machadadas nos bosques próximos”, pelo que os dados de que dispomos podem aumentar, disse o porta-voz da polícia do estado de Ebonyi, John Elu.

Os confrontos, no entanto, não teriam ligação com os ataques da seita islamita Boko Haram, enfatizou.

O número divulgado até agora pelo governo fica entre 38 e 40 pessoas mortas, quando um grupo rival da comunidade Ezza atacou os moradores da vizinha Ezilo.

Os conflitos por terras são frequentes na Nigéria, especialmente entre criadores de gado e agricultores.

Mais cedo, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, declarou estado de emergência nas regiões do país afetadas pela violência da seita islamita Boko Haram e anunciou o fechamento de uma parte das fronteiras das áreas afetadas, como forma de controlar atividades terroristas.

“Enquanto buscamos soluções, é imperativo tomar algumas medidas para restaurar a normalidade, especialmente nas comunidades afetadas”, afirmou Jonathan, na mensagem por rádio e TV.

Uma onda de atentados contra igrejas cometidos no dia de Natal deixou 49 mortos. A seita Boko Haram, que quer impor um Estado Islâmico na Nigéria, assumiu a responsabilidade pelos ataques.

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