Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Conflito no Iraque já deixou 1,2 milhão de refugiados no país, aponta ONU

Em seu pronunciamento semanal, primeiro-ministro iraquiano afirmou estar disposto a 'perdoar' os civis sunitas que se juntaram aos terroristas

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta quarta-feira que 1,2 milhão de iraquianos tiveram de abandonar seus lares desde o início dos conflitos provocados pelo avanço dos jihadistas sunitas, em 10 de junho. Em comunicado, a secretária-geral adjunta para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, se mostrou “extremamente preocupada pelo destino dos deslocados”, tendo em vista que a situação segue se deteriorando no país.

Devido à falta de estrutura, Valerie também alertou sobre o risco de surtos de doenças infecciosas. “As famílias necessitam urgentemente de água, comida, alojamento, saúde, saneamento e proteção contra violência. As crianças são especialmente vulneráveis à aparição de doenças e à desnutrição”, alertou. A secretária-geral adjunta para Assuntos Humanitários agradeceu a contribuição saudita de 500 milhões de dólares (1,1 bilhão de reais) para fazer frente às necessidades humanitárias dos iraquianos e mostrou sua confiança na possibilidade de outras doações similares.

Leia também

Primeira reunião do parlamento iraquiano termina sem escolha do presidente

EUA decidem reforçar presença militar no Iraque

Jihadistas proclamam um Estado islâmico entre o Iraque e a Síria

Perdão aos sunitas – O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, disse nesta quarta estar disposto a perdoar os combatentes sunitas civis que se rebelaram contra o governo, mas não os terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) que lideram a ofensiva. Em sua entrevista coletiva semanal, Maliki deu as “boas-vindas a todos os clãs sunitas que pegaram em armas” que mostrarem arrependimento. Além disso, o primeiro-ministro interino assegurou que o anúncio do califado islâmico feito pelo chefe do EIIL, Abu Bakr al Baghdadi, é uma ameaça para os países da região, não apenas ao Iraque e à Síria – nações onde o grupo terrorista é mais forte. (Continue lendo o texto)

Nesta terça, fracassou a primeira reunião do Parlamento iraquiano por falta de consenso para nomear seu novo presidente, primeiro passo para a eleição de um novo presidente da República e de um novo executivo. Na próxima sessão, fixada para 8 de julho, “superaremos os obstáculos para formar um novo governo”, afirmou Malik.

O EIIL declarou um califado da província síria de Aleppo até a iraquiana de Diyala, e seu líder Baghdadi exigiu que todos os muçulmanos emigrem de forma “obrigatória” ao autoproclamado Estado Islâmico. Segundo os dados divulgados ontem pela ONU, o número de vítimas por causa da violência no Iraque aumentou dramaticamente em junho, alcançando os 2.417 mortos e 2.287 feridos, frente aos 800 mortos registrados em maio.

(Com agências EFE e France-Presse)