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Como um sinal de wi-fi ruim evitou tragédia no trem que ia de Amsterdã para a França

Os americanos que ajudaram a conter o terrorista que tentou abrir fogo na composição trocaram de lugar no meio da viagem para conseguir melhor conexão de internet

Os três amigos americanos que ajudaram a conter o terrorista que tentou abrir fogo dentro do trem que fazia o trajeto entre Paris e Amsterdã afirmaram ter iniciado sua viagem em outro vagão e mudaram de lugar para conseguir um sinal de internet melhor, reporta o The Washington Post nesta segunda-feira.

Anthony Sadler, estudante universitário de 23 anos, disse ao jornal que ele e seus dois amigos tinham passagens para a primeira classe, mas decidiram sentar em outro local. “Nós decidimos levantar porque o sinal de Wi-fi não era tão bom naquele vagão” afirmou. “Mas então pensamos: nós temos passagens para a primeira classe; devemos sentar na primeira classe”, completou. E o sinal de internet melhor acabou fazendo os três amigos a desistirem de voltar aos seus assentos originais e ajudou a selar o destino do terrorista e a salvar as potenciais vítimas. Aproximadamente meia hora depois que eles mudaram do vagão, o atirador abriu fogo próximo de onde eles estavam.

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Junto com outro passageiro britânico, os três americanos ajudaram a conter o atirador, um marroquino de 26 anos, que estava armado com um fuzil AK-47, uma pistola Luger e uma faca. Alek Skarlatos, membro da Guarda Nacional dos Estados Unidos que já esteve em missão no Afeganistão, e Spencer Stone, da Força Aérea americana, foram ao encontro do terrorista assim que o primeiro passageiro foi atingido. Spencer agarrou o homem pelo pescoço, enquanto Skarlatos arrancou sua pistola e atirou longe. O terceiro americano, Anthony Sandler, também ajudou. O terrorista, porém, puxou uma faca e feriu as mãos e a nuca de Stone. Skarlatos pegou o fuzil e usou-o para golpear o rosto do atirador até levá-lo a nocaute.

Os três homens, que se conheceram ao cursar o Ensino Médio juntos na Califórnia, apareceram juntos em público pela primeira vez desde o incidente no último domingo, em uma cerimônia na residência da embaixadora dos EUA em Paris. A mão de Stoner estava enfaixada após uma operação para recuperar seu polegar, que quase foi cortado durante o ataque, e os três estavam bastante abatidos. Nesta segunda-feira, eles foram condecorados pelo presidente francês François Hollande, que os concedeu a Legião de Honra, uma das mais altas homenagens do país.

(Da redação)