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Como um sinal de wi-fi ruim evitou tragédia no trem que ia de Amsterdã para a França

Os americanos que ajudaram a conter o terrorista que tentou abrir fogo na composição trocaram de lugar no meio da viagem para conseguir melhor conexão de internet

Por Da Redação 24 ago 2015, 15h26

Os três amigos americanos que ajudaram a conter o terrorista que tentou abrir fogo dentro do trem que fazia o trajeto entre Paris e Amsterdã afirmaram ter iniciado sua viagem em outro vagão e mudaram de lugar para conseguir um sinal de internet melhor, reporta o The Washington Post nesta segunda-feira.

Anthony Sadler, estudante universitário de 23 anos, disse ao jornal que ele e seus dois amigos tinham passagens para a primeira classe, mas decidiram sentar em outro local. “Nós decidimos levantar porque o sinal de Wi-fi não era tão bom naquele vagão” afirmou. “Mas então pensamos: nós temos passagens para a primeira classe; devemos sentar na primeira classe”, completou. E o sinal de internet melhor acabou fazendo os três amigos a desistirem de voltar aos seus assentos originais e ajudou a selar o destino do terrorista e a salvar as potenciais vítimas. Aproximadamente meia hora depois que eles mudaram do vagão, o atirador abriu fogo próximo de onde eles estavam.

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Junto com outro passageiro britânico, os três americanos ajudaram a conter o atirador, um marroquino de 26 anos, que estava armado com um fuzil AK-47, uma pistola Luger e uma faca. Alek Skarlatos, membro da Guarda Nacional dos Estados Unidos que já esteve em missão no Afeganistão, e Spencer Stone, da Força Aérea americana, foram ao encontro do terrorista assim que o primeiro passageiro foi atingido. Spencer agarrou o homem pelo pescoço, enquanto Skarlatos arrancou sua pistola e atirou longe. O terceiro americano, Anthony Sandler, também ajudou. O terrorista, porém, puxou uma faca e feriu as mãos e a nuca de Stone. Skarlatos pegou o fuzil e usou-o para golpear o rosto do atirador até levá-lo a nocaute.

Os três homens, que se conheceram ao cursar o Ensino Médio juntos na Califórnia, apareceram juntos em público pela primeira vez desde o incidente no último domingo, em uma cerimônia na residência da embaixadora dos EUA em Paris. A mão de Stoner estava enfaixada após uma operação para recuperar seu polegar, que quase foi cortado durante o ataque, e os três estavam bastante abatidos. Nesta segunda-feira, eles foram condecorados pelo presidente francês François Hollande, que os concedeu a Legião de Honra, uma das mais altas homenagens do país.

(Da redação)

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