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Comissão propõe adesão da Croácia à UE em 2013

Entrada do país no bloco é um 'sinal' a outros países do sudeste europeu

Por Da Redação 10 jun 2011, 08h36

A Comissão Europeia propôs nesta sexta-feira a adesão da Croácia à União Europeia (UE) a partir de 1º de julho de 2013, anunciou o presidente, José Manuel Durão Barroso. “A Comissão Europeia acaba de propor ao conselho de ministros da UE que feche os últimos quatro capítulos das negociações de adesão com a Croácia. Isto irá preparar o caminho para que a Croácia se una à UE como o estado número 28”, informou, em comunicado.

A decisão final sobre as condições e a data do ingresso do país ainda deverá ser tomada pelos estados-membros do bloco. Desde outubro de 2005, a Croácia e a UE negociam a adesão croata, porém, nos últimos meses, as discussões foram retomadas com intensidade devido às pressões de alguns países importantes, como a Alemanha.

De acordo com Barroso, durante os últimos anos, a Comissão “negociou duro, mas de maneira justa”, para garantir que a Croácia cumprisse as “rigorosas condições”, critérios e metas exigidos pela UE. Segundo ele, as exigências foram cumpridas. “Isso prova que o processo de ampliação funciona, que a UE é séria em relação aos seus compromissos e que as reformas estruturais nos países europeus compensam”, destacou.

Sinal – Por isso, Barroso disse que o passo alcançado pela Croácia representa um “sinal” aos outros países do sudeste da Europa. Ele acredita que, consequentemente, outras nações dos Bálcãs darão um novo impulso a seus processos de reformas internas e que a ampliação do bloco constitui “a melhor ferramenta” para promover a estabilidade e a prosperidade nessa região europeia.

Segundo o primeiro-ministro croata, Jadranka Kosor, o objetivo é finalizar as negociações de adesão à UE ainda em 2011, que marca o aniversário de 20 anos de independência da antiga Iugoslávia.

Sérvia – Com o sinal verde à entrada da Croácia no bloco, a atenção é voltada para a Sérvia, que também tenta ingressar na UE. A captura e extradição do ex-general servo-bósnio Ratko Mladic, acusado de genocídio e outros crimes cometidos durante a Guerra da Bósnia (1992-1995), aproximou a nação de seu objetivo. Entretanto, há outras exigências a serem cumpridas, como a captura do ex-líder sérvio na Croácia Goran Hadzic, o único acusado pelo Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia em liberdade.

(Com agência EFE)

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