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Comissão egípcia confirma Mursi e Shafiq no segundo turno

No total, 12 candidatos estavam na disputa nas primeiras eleições organizadas desde a queda de Hosni Mubarak. A próxima votação será em 16 e 17 de junho

A Comissão Eleitoral egípcia confirmou nesta segunda-feira que Mohammed Mursi, candidato da Irmandade Muçulmana, e Ahmad Shafiq, um ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak, serão os candidatos em disputa no segundo turno da eleição presidencial de 16 e 17 de junho.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então presidente Hosni Mubarak.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak que, junto a seus filhos, é acusado de abuso de poder e de premeditar essas mortes.
  3. • Após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro, o ditador cede à pressão e renuncia ao cargo, deixando Cairo; em seu lugar assumiu a Junta Militar.

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“Nenhum dos candidatos obteve a maioria absoluta. Portanto, conforme o artigo 40 da lei sobre a eleição presidencial, haverá um segundo turno entre Mursi e Shafiq, que somaram a maior quantidade de votos no primeiro turno de 23 e 24 de maio”, anunciou Faruq Soltan, presidente da Comissão.

A fonte informou durante uma coletiva de imprensa que Mursi obteve 5.764.952 votos e Shafiq 5.505.327. A participação alcançou 46% dos eleitores registrados, ou seja, mais de 23,6 milhões de eleitores de um total de 51 milhões de pessoas habilitadas a votar.

O nacionalista árabe Hamdin Sabahi terminou em terceiro lugar, com pouco mais de 4,8 milhões de votos, seguido pelo islamita moderado Abdel Moneim Abul Futuh, com 4 milhões de votos, e pelo ex-ministro das Relações Exteriores Amr Musa, com mais de 2,5 milhões. No total, 12 candidatos estavam na disputa nas primeiras eleições presidenciais organizadas desde a queda de Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011.

(Com agência France-Presse)