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Com país dividido, chavistas rejeitam recontagem

Capriles pediu que sejam contados novamente 100% dos comprovantes eleitorais, e governistas falam em ‘auditoria’ sem apuração de votos um a um

Em resposta ao pedido do candidato Henrique Capriles, derrotado nas eleições presidenciais da Venezuela, de uma nova apuração dos votos do pleito, o chefe do comando da campanha chavista, Jorge Rodríguez, disse nesta segunda-feira que a recontagem dos votos é “inviável”. Na noite de domingo, com mais de 99% das urnas apuradas, o apóstolo chavista Nicolás Maduro se declarou o vencedor das eleições com 50,66% dos votos, contra 49,07% de Capriles – uma diferença de pouco mais de 234.000 votos.

Capriles, por sua vez, acusou os chavistas de fraude eleitoral e disse que só reconhecerá a vitória de Maduro após a realização de uma auditoria em que todos os votos sejam recontados. “O derrotado de hoje é você (Maduro), e digo isto com toda firmeza”, declarou Capriles, que tinha nas mãos uma lista de mais de 3.200 irregularidades detectadas no domingo.

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Europa – A União Europeia (UE) anunciou que “registrou” a vitória de Maduro, mas ressaltou nesta segunda-feira a importância de um resultado aceito por todas as partes. “É importante que o resultado de uma eleição seja aceito por todas as partes”, afirmou a porta-voz das Relações Exteriores do bloco Maja Kocijancic. “Se o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) decidir fazer uma apuração, acreditamos que se faça rápido e com total transparência, especialmente à vista da margem extremamente estreita dos resultados”, acrescentou a porta-voz.