Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Com Havana cercada por militares, protestos perdem força em Cuba

Militares ocuparam as ruas de Havana

Por Da Redação Atualizado em 16 nov 2021, 18h43 - Publicado em 16 nov 2021, 18h39

Os protestos pró-democracia planejados  esta semana em Cuba não ocorreram como o esperado.

Isso porque o governo agiu rápido para abafar as manifestações, colocando os militares nas ruas e isolando opositores em suas casas.

Há meses, os cubanos estão se manifestando contra o regime, devido à escassez de produtos básicos e restrições às liberdades civis.

Com isso, o governo vem reprimindo os opositores cada vez mais.

Quando o horário combinado pelos organizadores se aproximava, policiais armados foram em grande número para as ruas de Havana, fazendo patrulhas em quase todas as esquinas da capital.

Com medo, poucas pessoas compareceram aos protestos, e alguns postaram fotos nas ruas vestidos de branco – cor de oposição ao governo.

Os organizadores esperavam a mesma comoção dos cubanos em julho, que se reuniram em manifestações espontâneas, que não ocorriam há décadas.

Continua após a publicidade

Pelo menos uma pessoa foi morta durante os protestos na época, com dezenas de feridos e 1.270 presos.

Mais de 650 continuam presos quatro meses após as manifestações, de acordo com o grupo de direitos humanos Cubalex.

Na segunda-feira, 15, familiares e amigos de opositores presos pelo regime também foram detidos, assim como organizadores dos protestos.

Entre os detidos estavam Manuel Cuesta Morua, Berta Soler, a líder do movimento dos direitos das Damas de Brancos, e seu marido, Angel Moya, um ex-prisioneiro político.

O cineasta Raul Prado disse que muitos organizadores estão “sofrendo as consequências” de expressar publicamente a vontade de se manifestar.

“Demonstrar é um direito cívico. Nas circunstâncias em que estamos e com as ferramentas de que dispomos, todos têm esse direito ”, disse ele à agência de notícias Associated Press.

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, disse na semana passada que seus apoiadores estavam “prontos para defender a revolução” em face de “uma estratégia imperial” dos Estados Unidos contra Cuba.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês