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Cinquenta anos depois, Obama pede que sejam tiradas lições da guerra no Vietnã

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta segunda-feira que sejam tiradas “lições” do Vietnã, 50 anos depois do início da intervenção americana nesse país, seja na reflexão sobre “o custo da guerra” antes de começá-la, seja no cuidado com os veteranos.

Durante um discurso em Washington diante do monumento com as inscrições dos nomes de 58.000 americanos mortos nesse conflito, Obama afirmou que o Vietnã representa “um dos capítulos mais dolorosos” da história de seu país.

Neste “Memorial Day”, o “dia da lembrança” durante o qual Estados Unidos honram seus soldados, Obama não mencionou diretamente as causas políticas da intervenção militar no Vietnã, mas falou diante de dezenas de veteranos da “vergonha nacional” que foi a forma como foram tratados após o seu retorno.

“Vocês foram criticados por uma guerra que não começaram, enquanto tinham que ser felicitados por terem servido nosso país com valor”, disse o presidente sob um sol escaldante.

“Foi uma vergonha nacional, um escândalo que nunca deveria ter ocorrido. E esta é a razão pela qual hoje nos comprometemos a jamais repeti-la”, acrescentou Obama.

O presidente ressaltou que “conselheiros” militares americanos já estavam presentes no Vietnã nos anos 1950, mas que 1962 representou uma escalada nas operações contra a guerrilha comunista do Vietcong, um conflito que se transformou no maior alvo da contestação interna americana durante os anos 1960.

“Cinco décadas depois de uma época de divisão entre americanos, este aniversário pode nos lembrar o que nos reúne. E isto inclui o fato de honrar nossos veteranos da guerra do Vietnã, sem nunca esquecer as lições desta guerra”, afirmou o presidente.

“Então, assumamos este compromisso: quando os Estados Unidos enviarem seus filhos e filhas para o perigo, nós os apresentaremos sempre uma missão clara, daremos sempre uma estratégia segura e os equipamentos necessários para que cumpram sua missão”, repetiu.