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Chineses usam drones para flagrar estudantes colando em prova unificada

Aparelhos podem voar a alturas de 500 metros e flagrar sinais de canetas que fotografam ou de relógios como o Apple Watch

Em mais uma tentativa de coibir qualquer tipo de tentativa de fraude na prova unificada da China, as autoridades do país começaram a empregar drones, aviões não tripulados, para detectar movimentações suspeitas nas salas em que são aplicados os exames. Na semana passada, drones de seis hélices sobrevoaram dois centros onde estudantes respondiam às questões em Luoyang, cidade da província chinesa de Henan. Nenhuma atividade estranha foi registrada. Mas desde o final de maio, segundo o ministro da educação chinês, 23 estudantes foram presos por arquitetar planos de trapacear na prova.

Cada drone tem o tamanho de uma bomba de gasolina e pode voar a até 500 metros de altura. Escaners foram acoplados a eles para detectar sinais de fora ou de dentro do edifício, desde canetas que fotografam ou dispositivos como o Apple Watch, igualmente proibido. Uma vez detectado o sinal, o drone transmitiria as informações em tempo real para os fiscais da prova.

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O gaokao, nome do exame unificado, é como o vestibular da China. Quase todos os graduados do ensino médio devem fazer o teste. As pontuações no exame determinam em quais universidades os candidatos podem se matricular. A cada ano, aproximadamente 9,5 milhões de estudantes se inscrevem para realizar a prova, que costuma durar de dois a três dias. Quem é reprovado tem direito a mais uma tentativa no ano seguinte. Se falhar novamente, é obrigado a se conformar com trabalhos de salários baixos.

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