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China propõe fórum de cooperação política com América Latina

A China deu mais um passo no sentido de se aproximar de América Latina e Caribe, região com a qual divide crescimento e interesses, e propôs uma maior cooperação política, empréstimos e investimentos, que melhorem as trocas comerciais entre as partes.

Em meio a uma viagem que o levou a Brasil, Argentina, Uruguai e Chile, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, afirmou nesta terça-feira que a região latino-americana divide um nível de desenvolvimento similar à China, o que aumenta os interesses comuns, e pode ser aproveitado para unificar esforços no cenário internacional.

“A China propõe criar o Fórum de Cooperação China, América Latina e Caribe, tendo em vista instituir uma plataforma de nível mais elevado, e para reforçar a cooperação geral entre as partes”, disse Wen em um discurso na Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), durante sua visita ao Chile.

O primeiro-ministro chinês assegurou que seu país “está disposto a estabelecer um mecanismo de diálogo periódico no nível de chanceleres da troika da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e convocar a primeira reunião de tal mecanismo ainda este ano”.

Wen pediu para “intensificar ainda mais as trocas de alto nível” e a “criar mecanismos de consulta intergovernamental”, que devem servir para se coordenar e melhorar a troca comercial entre China e a região, com uma meta que supere “os 400 bilhões de dólares no próximo quinquênio”.

China e América Latina enfrentaram com sucesso as turbulências da crise financeira internacional, e o governo chinês aposta em facilitar o crédito e o investimento na região, enquanto se abrem os mercados e se luta contra o protecionismo.

O premiê pediu para combater o protecionismo, aumentar as trocas comerciais entre as duas partes, e ofereceu, entre outras medidas, uma linha de crédito de 10 bilhões de dólares destinada à infraestrutura para a região.

Além disso, o primeiro-ministro assegurou que a China busca um “comércio balanceado” que não se centre unicamente na importação de matérias-primas, e pediu para a região gere produtos com um maior valor agregado.

Wen Jiabao conclui nesta terça-feira no Chile sua viagem pela América Latina, que o levou anteriormente a Brasil, Uruguai e Argentina, onde manifestou sua intenção de explorar a possibilidade de criar uma zona de livre comércio entre seu país e o Mercosul.