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China ‘lamenta’ ampliação de zona de identificação aérea sul-coreana

Decisão de Seul é uma resposta à medida chinesa de expansão de seu espaço aéreo

Por Da Redação 9 dez 2013, 07h52

A China lamentou a decisão sul-coreana de ampliar em direção ao sul sua zona de identificação de defesa aérea e pediu que Seul aborde a situação na região de maneira “prudente e apropriada”. Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, afirmou nesta segunda-feira que o governo local expressou a Seul sua posição sobre a expansão da zona aérea, que agora se sobrepõe à zona de defesa declarada por Pequim em 23 de novembro no mar da China Oriental.

A ampliação da área sul-coreana inclui agora uma ilhota submergida cuja soberania é disputada pelos dois países. “A China lamenta a decisão da Coreia do Sul de expandir sua zona de segurança aérea”, disse Hong. O porta-voz, no entanto, ressaltou que seu país “permanecerá em comunicação com Coreia do Sul sob o princípio da igualdade e do respeito mútuo”.

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A Coreia do Sul anunciou nesta segunda-feira que aumentará a vigilância em sua nova zona de identificação de defesa aérea após tomar a decisão de ampliá-la pela primeira vez em seis décadas como resposta ao novo traçado da China. A área, que entrará em vigor em 15 de dezembro, inclui agora o espaço aéreo sobre Ieodo, uma ilhota submergida sobre a qual Seul exerce controle por ter instalado em sua área uma plataforma de pesquisa científica. O governo chinês reivindica sua posse. (Continue lendo o texto)

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Limites das zonas de defesa aérea de China e Japão
Limites das zonas de defesa aérea de China e Japão VEJA

Quando em 23 de novembro a China anunciou a criação de sua nova zona de defesa aérea, Coreia do Sul e Japão denunciaram que a demarcação se sobrepõe a de ambos os países e abrange a ilha de Ieodo e o arquipélago Senkaku – administradas por Tóquio mas reivindicada por Pequim, que a chamam de Diaoyu. A Coreia do Sul, em linha com o Japão e os Estados Unidos, decidiu não reconhecer a nova zona da China e enviou aviões militares que penetraram em seu perímetro sem notificar Pequim e sem que ocorresse nenhuma resposta militar.

(Com agência EFE)

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