China apoia sanções contra a Coreia do Norte

Estados Unidos dizem estar cautelosos sobre a sinceridade de Pequim

Por Da redação - 7 ago 2017, 19h25

A China declarou nesta segunda-feira seu total apoio às novas sanções impostas pelo Conselho da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a Coreia do Norte. Entretanto, ressaltou que a medida não pode afetar em excesso a economia norte-coreana. “As sanções servem ao propósito de salvaguardar a paz e a estabilidade e de avançar na desnuclearização”, destacou em um comunicado o porta-voz de Relações Exteriores da China, Geng Shuang.

As restrições, aprovadas pelo conselho de segurança da ONU no último sábado, podem causar um prejuízo de até 2 bilhões de dólares à Coreia do Norte. As medidas afetam ganhos com exportações de produtos como carvão, ferro, chumbo e frutos do mar. Também proíbem países de conceder licenças a trabalhadores norte-coreanos, bloqueiam novos empreendimentos no país, impedem parcerias com empresas e reduzem investimentos em operações internacionais conjuntas. 

As sanções foram impostas devido aos testes de mísseis balísticos intercontinentais realizados pelo governo de Pyongyang nos dias 04 e 28 de julho. 

Os Estados Unidos questionaram a reação do gigante asiático. “Nos mantemos cautelosos sobre a sinceridade (de Pequim)”, disse o chefe do comando americano do pacífico, Harry Harris, durante um fórum em Jacarta que reuniu empresários e políticos.

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O ministro de relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, disse nesta segunda-feira no  Fórum Regional da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) que os Estados Unidos são os culpados pela atual situação da península norte-coreana. “A posse de armas nucleares e mísseis balísticos intercontinentais de Pyongyang é uma opção legítima para a autodefesa em face de uma ameaça nuclear clara e real colocada pelos Estados Unidos. Nós, em nenhuma circunstância, colocamos as armas nucleares e os foguetes balísticos na mesa de negociações”, disse o chanceler, que ainda afirmou que o governo norte-coreano ensinaria uma “grave lição” aos americanos se estes usassem sua força militar contra o país. 

O Secretário de Estado americano, Rex Tillerson, reafirmou nesta segunda-feira, que a Coreia do Norte deve interromper os lançamentos de mísseis se quiser negociar.

Ameaças 

A Coreia do Norte ameaçou se vingar dos Estados Unidos depois que a Organização das Nações Unidas (ONU) impôs novas sanções em resposta aos seus recentes testes de mísseis balísticos intercontinentais. Em uma declaração emitida pela mídia estatal norte-coreana, por meio da agência de notícias KCNA, o governo disse que as restrições eram uma violação à soberania e um plano para isolar e sufocar o país. 

O presidente Donald Trump se manifestou em seu Twitter. “Acabei de ligar para o presidente Moon, da Coreia do Sul. Muito feliz e impressionado com o 15-0 das Nações Unidas sobre as sanções da Coreia do Norte”.

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(Com agência EFE) 

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