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China anuncia compra de caças e submarinos da Rússia

Acordo foi fechado antes da visita do novo presidente chinês a Moscou

Por Da Redação - 25 mar 2013, 18h34

A China fechou acordo com a Rússia para adquirir 24 caças Su-35 e quatro submarinos Lada-class, de acordo com informações divulgadas pela TV estatal chinesa nesta segunda-feira. A compra representa a crescente cooperação militar entre Pequim e Moscou, e uma tentativa de contrabalancear o domínio militar dos Estados Unidos, informou a rede britânica BBC. O acordo foi assinado pouco antes da primeira viagem internacional de Xi Jinping depois de ser nomeado presidente da China. Em Moscou, ele se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin, neste fim de semana de semana. O valor do acordo não foi divulgado.

A visita também abriu caminho para acordos de compra de petróleo e gás natural da Rússia para abastecer a indústria chinesa, e acordos de cooperação entre os dois países na área de tecnologia militar. Dos quatro submarinos a serem adquiridos, dois serão construídos na Rússia e dois na China.

Em 2012, o orçamento oficial do gigante comunista para o setor de Defesa cresceu cerca de 11,2%, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 100 bilhões de dólares (cerca de 201 bilhões de reais). No entanto, especialistas estimam que o gasto efetivo do governo chinês em defesa seja o dobro do orçamento oficial. Os Estados Unidos gastam mais de 700 bilhões de dólares na área.

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África – Depois de sua visita à Rússia, Xi Jinping viajou à África, onde visitará a Tanzânia, a África do Sul e a República do Congo ao longo desta semana. Em sua primeira parada, a Tanzânia, o líder chinês renovou a oferta de empréstimos de 20 bilhões de dólares para a África entre 2013 e 2015 e prometeu “ajudar os países africanos a transformar a concessão de recursos em força para o desenvolvimento, e a alcançar um desenvolvimento independente e sustentável”.

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A presença chinesa em países africanos sofre críticas principalmente em relação à geração de empregos. Complexos industriais operam apenas com funcionários chineses, o que provoca protestos de africanos que pedem empregos e qualificação. Em resposta, Xi Jinping disse que Pequim treinará 30 mil profissionais africanos e oferecerá 18 mil bolsas para estudantes africanos, além de “intensificar a transferência de tecnologia” para o continente.

Nesta terça, o líder chinês parte para África do Sul, onde participa da cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Antes da abertura do encontro, a presidente Dilma Rousseff se reunirá reservadamente com o novo presidente da China. O encontro será uma tentativa de reverter a queda no comércio com os chineses.

Primeira-dama – A rede americana CNN também destacou a primeira viagem internacional de Peng Liyuan como primeira-dama da China. “Sorrindo de forma radiante, ela cumprimentou os anfitriões russos, um ou dois passos atrás do marido”, diz o artigo.

O texto traz a declaração de um funcionário do governo chinês, que não foi identificado. “Sempre ansiamos ter uma primeira dama elegante, que fosse apresentável para o mundo exterior. Agora temos uma”. Cita ainda um elogio à Peng publicado por um cidadão chinês no Twitter: “Os Estados Unidos têm a Michelle (Obama), nós temos Peng Liyuan”.

Se ainda está sendo apresentada internacionalmente, Peng, de 51 anos, já é bastante conhecida na China. A soprano tornou-se conhecida com sua participação na festa do Ano Novo Chinês em 1982, onde interpretou “Nas planícies da esperança”, um de seus hits.

(Com agência Reuters)

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