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Chile prende 5 suspeitos de provocar incêndios florestais

Onze pessoas morreram ao longo da semana e 387.000 hectares ficaram devastados

Cinco pessoas foram detidas no Chile nesta sexta-feira, sob suspeita de terem provocado parte dos incêndios florestais que afetam o centro e o sul do país. O alastramento das chamas já deixou onze mortos e devastou 387.000 hectares, anunciou o governo. Devido a altas temperaturas e tempo seco, incêndios florestais são comuns no verão chileno, mas nunca foram tão destrutivos quanto neste ano.

Os suspeitos tinham posse de elementos que aceleram o fogo quando foram detidos nas localidades de Chépica e Linares, na região de Maule (280 km ao sul de Santiago). A área é uma das mais afetadas pelos incêndios considerados pelo governo a maior catástrofe florestal da história do Chile.

“São casos de flagrante, ou seja, foram detidos com elementos aceleradores e, portanto, se encontram em uma situação, do ponto de vista processual, completamente clara”, afirmou o ministro do Interior, Mario Fernández. As detenções estão de acordo com a tese do governo sobre os incêndios terem sido provocados de forma intencional, destacou Fernández.

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As autoridades investigam se um dos detidos foi a pessoa que provocou o incêndio que arrasou a localidade de Santa Olga, que deixou um morto, quase 4.000 desabrigados e 1.200 casas destruídas na quinta-feira. Os incêndios que afetam sete das 15 regiões do país mataram onze pessoas. Outras 5.000 foram obrigadas a abandonar suas casas e 3.000 residências foram atingidas. Os prejuízos econômicos são incalculáveis, de acordo com o governo.

Com 37,4ºC, Santiago registrou na quarta-feira um recorde histórico de temperatura, o que ajuda a alastrar o fogo. Sobre a capital chilena, uma das mais poluídas da região, as condições do ar pioraram devido à nuvem de fumaça lançada pelos incêndios.

(Com AFP e EFE)