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Chefe da OTAN diz que guerra na Ucrânia pode se ‘arrastar por anos’

Jens Stoltenberg também reforçou comprometimento de aliança militar ocidental em defesa de tropas ucranianas

Por Da Redação Atualizado em 28 abr 2022, 17h26 - Publicado em 28 abr 2022, 17h04

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou nesta quinta-feira, 28, que a guerra na Ucrânia ainda pode durar meses ou anos, e que o grupo permanece unido para apoiar o país contra a invasão da Rússia.

“Continuaremos a pressionar ao máximo o presidente (Vladimir) Putin para acabar com a guerra ao impor sanções, fornecer apoio econômico, mas também militar à Ucrânia, e precisamos estar preparados para o longo prazo”, disse Stoltenberg.

Segundo o secretário-geral, “é uma situação muito imprevisível e frágil na Ucrânia” e “há absolutamente a possibilidade de que esta guerra se arraste e dure meses e anos”.

No começo do mês, em tom similar, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o general Mark Milley, já havia afirmado que a guerra poderia seguir “durante anos”

Durante fala nesta quinta-feira, Stoltenberg também afirmou que aliados da Otan estão se preparando para ajudar as tropas ucranianas. Países como Estados Unidos, Holanda, França e Alemanha anunciaram recentemente que fornecerão armas e tanques para a Ucrânia.

Na quarta-feira, 27, a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que apoiará os militares ucranianos fornecendo “treinamento e manutenção”. O governo alemão também irá fornecer tanques antiaéreos para a Ucrânia, enquanto tenta driblar críticas de que estava mantendo uma postura cautelosa em relação à guerra.

“Fornecemos armas antitanque, Stingers e muitas outras armas sobre as quais não falamos em público”, disse a ministra das Relações Exteriores, que afirmou que não divulgaria todas as armas enviadas.

A secretária de Relações Exteriores britânica, Liz Truss, também pediu apoio ao Reino Unido para enviar aviões de guerra e outras armas para território ucraniano.

“Nossas sanções já viram a Rússia enfrentar seu primeiro default da dívida externa em um século. Precisamos ir mais longe”, disse Truss.

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