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Chavistas abandonam o Parlamento venezuelano

Por Da Redação - 5 jan 2016, 16h10

Tal como o flautista de Hamelin liderando um bando de ratos, do conto dos irmãos Grimm, o deputado Diosdado Cabello puxou a fila dos parlamentares chavistas que abandonaram a sessão de posse do novo Legislativo venezuelano. Pouco antes de deixar o salão principal da Assembleia Nacional, os governistas cercaram o deputado opositor Julio Borges, que estava na tribuna fazendo um pronunciamento e criticando a presidência de Nicolás Maduro. Já do lado de fora do edifício, proferindo insultos, Cabello disse à imprensa que Borges estava violando as regras da Casa e, por isso, os deputados governistas decidiram abandonar a sessão. Agora em minoria na Casa legislativa, os chavistas ainda não se acostumaram ao jogo político democrático.

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O clima é de tensão em Caracas, com gritos e acusações mútuas dentro do Parlamento e marchas de seguidores de ambos os lados nas ruas que cercam a Casa. Até o momento, as multidões se manifestam pacificamente, mas já foram observadas dezenas de pessoas encapuzadas em motocicletas, que opositores temem tratar-se de milicianos a serviço do chavismo. O Palácio Legislativo está cercado por um forte esquema de segurança.

Cabello enrolado – No ano passado, promotores americanos confirmaram que estão investigando vários políticos venezuelanos por suspeita de que eles transformaram o país em um “centro global para o tráfico de cocaína” e lavagem de dinheiro. De acordo com a imprensa americana, “uma divisão de elite da Agência de Controle de Drogas (DEA, na sigla em Inglês), em Washington e procuradores federais em Nova York e Miami estão construindo casos usando evidências de antigos traficantes de cocaína, informantes próximos de políticos venezuelanos e desertores militares”.

Um dos principais alvos, de acordo com um funcionário do Departamento de Justiça e outras autoridades dos EUA, é Cabello, ex-presidente da Assembleia Nacional, considerado o segundo homem mais poderoso do país. “Há amplas evidências para provar que ele é um dos chefes ou o mais alto chefe do cartel”, disse o oficial do Departamento de Justiça. “É definitivamente um dos principais alvos”, completou.

(Da redação)

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