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Chavismo faz mais prefeitos, mas perde principais centros

Apesar da derrota no número de prefeituras conquistadas, opositores ganham o controle de Caracas e das maiores cidades do país nas eleições municipais

Por Da Redação 9 dez 2013, 03h58

Com 97% das urnas apuradas, o resultado parcial das eleições municipais na Venezuela indica uma vitória do chavismo no número de prefeituras conquistadas. Os governistas, no entanto, viram as principais cidades do país cair nas mãos da oposição.

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O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do presidente Nicolás Maduro, triunfou em 196 das 335 cidades em disputa, contra apenas 53 vitórias do opositor Mesa da Unidade Democrática (MUD). Em 78 localidades, a apuração está muito equilibrada e ainda não é possível prever um vencedor. Oito cidades ficarão sob o comando de outros partidos. O chavismo também se saiu melhor no número total de votos, conquistando 44,16% da preferência dos eleitores, contra 40,96% do MUD.

Oposição – Apesar disso, a vitória do partido de Maduro teve um gosto amargo. Derrotada nos números gerais, a oposição venezuelana pode comemorar o controle das principais cidades do país. A começar pela capital Caracas, onde Antonio Ledezma conseguiu sua reeleição para o governo metropolitano. Candidatos apoiados pelo MUD também venceram em Maracaibo (a segunda maior cidade do país), Valencia, Barquisimeto e San Cristóbal. Outra derrota significativa para o governo aconteceu na disputa pela prefeitura de Barinas, quintal político de Hugo Chávez, que teve como vencedor um candidato da oposição.

Reinaldo Azevedo:

Com condições tão desiguais, desempenho da oposição chega a ser milagroso

Reações – Principal líder opositor, o governador de Miranda Henrique Capriles evitou comentar os resultados das eleições e deu destaque para o baixo comparecimento dos venezuelanos no pleito: dos 19 milhões aptos a votar, apenas 58,92% foram às urnas. “Ninguém deve se sentir orgulhoso deste comparecimento. Ao contrário, ele deve ser um desafio para nós e um desafio para o governo, que desenvolveu a campanha mais agressiva e grosseira dos últimos tempos”, afirmou.

Enquanto isso, o governo venezuelano tentava afastar as análises de que a votação poderia funcionar como uma espécie de referendo sobre a administração Nicolás Maduro. “Ninguém está com o futuro político em jogo aqui. O que está em jogo é o poder nos municípios”, disse o presidente.

(Com agências EFE e Estadão Conteúdo)

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