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Chávez pode ser transferido para Caracas, diz jornal

Segundo reportagem do espanhol "ABC", médicos estariam sendo pressionados a estabilizar a saúde do coronel para que ele tenha condições de tomar posse

Por Da Redação 18 jan 2013, 18h04

Os médicos cubanos que atendem Hugo Chávez em Havana estão sendo pressionados pelo governo de Raúl Castro para estabilizar a situação do mandatário venezuelano ao ponto de, pelo menos, permitir que ele tome posse do cargo e nomeie Nicolás Maduro vice-presidente. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo jornal espanhol ABC, o mesmo que publicou reportagem, no início deste mês, apontando que o caudilho estava em coma induzido.

A posse de Chávez para o mandato 2013-2019 estava prevista na Constituição venezuelana para ocorrer no último dia 10. Na véspera, contudo, o Supremo Tribunal de Justiça endossou a tese chavista de que o juramento em Caracas seria mera “formalidade”, e afirmou que há uma “continuidade administrativa” no país, uma vez que Chávez foi reeleito em outubro. Na esteira da decisão judicial, os ministros e o vice-presidente – que não é eleito, mas nomeado – permaneceram em suas funções.

Segundo o ABC, está sendo considerada a possibilidade de transferir Chávez – apesar dos riscos – para o Hospital Militar de Caracas, onde ele continuaria internado, mas poderia prestar juramento e confirmar Maduro como vice, acabando com os questionamentos sobre suas funções. A prioridade de Cuba, diz a reportagem, seria impedir que o chefe da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, assumisse o comando do país – os Castro, que dependem do petróleo venezuelano, confiam mais no vice para manter a relação entre os dois países.

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A oposição questionou a interpretação dada pelo chavismo à Constituição, defendendo que fosse declarada ausência temporária ou absoluta do coronel. Neste caso, uma nova eleição seria convocada e, até que fosse realizada, Cabello ficaria no poder.

Citando fontes ligadas à equipe médica que atende Chávez, o jornal afirma que o mandatário sofreu uma parada cardíaca no último dia 5. E que, apesar da melhora em relação a uma pneumonia sofrida há alguns dias, sua condição geral segue crítica.

OEA – O chanceler do Panamá, Rómulo Roux, negou nesta sexta-feira que a Venezuela tenha pressionado o governo panamenho para que destituísse seu embaixador na Organização dos Estados Americanos, Guillermo Cochez, informou o jornal venezuelano El Universal.

Cochez foi destituído depois de fazer críticas à situação política na Venezuela. Segundo o ministro, as declarações do embaixador não correspondem à posição do Panamá em relação ao caso. Em uma reunião da OEA na última quarta-feira, Cochez pediu que a “potencial violação” da Constituição Venezuelana não seja ignorada e considerou que a organização “se precipitou ao convalidar uma série de eventos sem precedente histórico” no país.

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