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Cerca de 250.000 manifestantes pedem ‘justiça social’ em Israel

Por David Buimovitch 6 ago 2011, 16h59

Cerca de 250.000 israelenses participavam de um protesto neste sábado à noite em Tel Aviv e em outras cidades de Israel para exigir “justiça social”, segundo dados da polícia.

Estas manifestações, as maiores da história de Israel por questões sociais, são consideradas um teste para a continuidade do movimento, que começou há três semanas e segue crescendo.

Os organizadores dos protestos comemoraram o número de participantes superior a 200.000 que esperavam reunir para obrigar o governo conservador israelense a ceder as suas reivindicações de “justiça social”.

O porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, estimou em “mais de 200.000 o número de manifestantes em Tel Aviv e em 30.000 os reunidos em Jerusalém”, enquanto várias pessoas continuavam chegando aos locais dos protestos.

Em um protesto anterior, realizado na semana passada, mais de 100.000 pessoas participaram das manifestações em Tel Aviv e em várias cidades israelenses.

Usando bandeiras israelenses e algumas bandeiras vermelhas, os manifestantes de Tel Aviv bradavam: “o povo exige justiça social”, “o povo contra o governo”.

Eles exibiam cartazes pedindo “solidariedade” e uma grande faixa com a inscrição “isto é o Egito”, em referência ao movimento popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak.

O movimento de protesto israelense, iniciado em meados de julho contra o aumento dos preços imobiliários, mobiliza principalmente as classes médias.

Entre suas exigências está a construção de casas de aluguel a preços mais baixos, o aumento do salário mínimo e escola gratuita para todas as idades.

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