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Cartão postal de ‘Jack, o Estripador’ é leiloado por 30 mil dólares

A autenticidade da mensagem não é confirmada; o assassino em série, cuja identidade nunca foi revelada, é conhecido por atacar prostitutas

Um cartão postal supostamente escrito pelo assassino em série “Jack, o Estripador” foi vendido em um leilão por 30.000 dólares (100.000 reais) no Reino Unido, informou nesta segunda-feira (30) a rede britânica BBC. O bilhete, enviado à delegacia de Ealing, em Londres, em 1888, alerta que o criminoso ainda pretendia cometer mais dois assassinatos.

O cartão foi enviado 11 dias antes de Mary Kelly  supostamente, a última vítima de Jack  ter sido assassinada. No recado está escrito: “Cuidado, há duas mulheres que eu quero aqui e pretendo tê-las. Minha faca ainda está em boas condições, é uma faca de estudante. Espero que vocês gostem do rim. Eu sou Jack, o Estripador”.

Jack, o Estripador, como ficou conhecido um dos mais famosos assassinos em série da história, atuou nas periferias de Londres na segunda metade do século XIX. Seus alvos eram principalmente prostitutas que trabalhavam em bairros pobres da cidade. Sua identidade nunca foi revelada.

Ele mutilava as mulheres e costumava retirar seus órgãos internos. Esse método fez com que as autoridades suspeitassem que o culpado fosse alguém com conhecimentos avançados de anatomia e acesso direto a instrumentos cirúrgicos.

Jonathan Riley, da casa de leilões Grand Auctions, que realizou a venda do cartão postal, disse que um colecionador britânico venceu a disputa de lances com um americano e conseguiu a carta por um valor muito acima do esperado. A organização esperava que o bilhete fosse vendido por, no máximo, 1.200 dólares (4.300 reais).

O cartão postal  pertenceu a um policial da Polícia Metropolitana de Londres, que a recebeu como lembrança quando se aposentou, em 1966. Foi oferecido para leilão por sua esposa quando ele faleceu.

“O rim que foi mencionado também aparece na ‘Carta do Inferno’, outra carta de Jack, onde ele afirma que fritou um dos rins de sua vítima [para comer] e ‘o gosto era bom’. O cartão é definitivamente do período [em que ele atuava] e tem proveniência da polícia”, afirma Reiley.

Ainda assim, a autoria de todas as supostas cartas escritas pelo Estripador nunca foi confirmada. Há suspeitas de que elas possam ter sido escritas por jornalistas da época, com o objetivo de chamar atenção para o caso e vender mais jornais.