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‘Canibal de Montreal’ nega ter esquartejado estudante

Por Da Redação - 19 jun 2012, 17h18

Toronto (Canadá), 19 jun (EFE).- O modelo e ator pornô Luka Rocco Magnotta declarou-se nesta terça-feira ‘inocente’ pelo assassinato e esquartejamento do estudante chinês Lin Jun durante seu primeiro depoimento à justiça canadense desde que foi extraditado da Alemanha.

A audiência, que durou poucos minutos, foi realizada através de um circuito fechado de televisão, já que Magnotta está em uma penitenciária. A prática é comum no sistema judiciário do Canadá em sessões prévias ao julgamento.

Através de seu advogado, Pierre Panaccio, Magnotta se declarou inocente de outras quatro acusações, incluindo a de ameaças ao primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper.

Durante a audiência, foi definido que Magnotta voltará a depor na quinta-feira, também por meio de um circuito fechado de televisão, para depois a justiça avaliar se ele deve ser submetido a um exame psiquiátrico. Modelo e ator pornô de 29 anos de idade, ele é acusado pela polícia de Montreal pelo assassinato, esquartejamento, necrofilia e canibalismo de Lin Jun, um estudante chinês da Universidade de Concordia com o qual tinha uma relação sentimental.

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O assassinato foi descoberto em 29 de maio quando apareceu em uma rua de Montreal uma mala que continha o tronco do corpo decapitado e desmembrado de Lin Jun. Naquele mesmo dia, a sede do Partido Conservador em Ottawa recebeu um pacote que continha um pé do corpo de Lin Jun e, aparentemente, uma carta ameaçadora cujo destinatário era o primeiro-ministro canadense. Posteriormente, a polícia descobriu outro pacote enviado pelo correio e que continha uma mão da vítima.

Magnotta fugiu para a Europa antes que o crime fosse descoberto, e foi detido no último dia 4 em Berlim (Alemanha), de onde foi extraditado ontem. Em 5 de junho, duas escolas de Vancouver receberam o outro pé e uma mão de Lin Jun. A polícia disse que ainda não encontrou a cabeça do estudante de 33 anos, mas espera que Magnotta colabore para sua localização. EFE

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