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Caça americano é alvejado no Sudão do Sul

Missão de resgate foi abortada; grupos rivais abriram guerra pelo poder no país

Por Da Redação - 21 dez 2013, 15h00

Uma aeronave dos Estados Unidos foi atacada neste sábado durante missão para retirar norte-americanos de um conflito no Sudão do Sul. Quatro militares acabaram feridos – um está em estado grave.

O presidente Barack Obama enviou 45 militares para ajudar na segurança dos americanos e da embaixada do país. O plano de resgate foi traçado a partir de Juba, a capital do Sudão do Sul, mas a missão teve de ser abordada com o ataque dos rebeldes. “O avião foi desviado para uma área fora do país e abortou a missão”, disse o comunicado da autoridade militar africana.

Em Washington, Obama expressou sua preocupação com a escalada da violência no país africano. “Os recentes combates ameaçam mergulhar o Sudão do Sul novamente nos dias obscuros de seu passado”, declarou. Os Estados Unidos apoiaram a luta do Sudão do Sul por sua independência, conquistada em 2011 após décadas de guerra contra Cartum, que deixaram milhões de vítimas.

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Histórico – Há uma semana, uma guerra civil teve início no Sudão do Sul. Centenas de pessoas morreram num conflito entre seguidores do presidente Salva Kiir, do grupo étnico Dinka, contra apoiadores do ex-vice-presidente Riek Machar, do grupo Nuer, que foi afastado em julho e é acusado de tentar tomar o poder. A luta se espalhou a partir de Juba e agora se instala em campos vitais de petróleo.

Declaração do Conselho de Segurança das Nações Unidas instou o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente Riek Machar “a lançarem um pedido pelo fim das hostilidades”.

O ministro de Relações Exteriores do Sudão do Sul, Barnaba Marial, afirmou à Reuters que os mediadores receberam autorização para se encontrar com rebeldes, incluindo Machar e seus aliados. A conversa deveria ocorrer neste sábado.

(Com agência Reuters)

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