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Cabul é palco de combates intensos após disparos de foguetes

Terroristas atacaram bairro diplomático de Cabul e arredores do Palácio Presidencial; forças afegãs responderam com mais foguetes

Por Da Redação Atualizado em 21 ago 2018, 16h32 - Publicado em 21 ago 2018, 11h00

Combates violentos foram registrados nesta terça-feira 21 em Cabul, no Afeganistão, depois que vários foguetes atingiram o centro da cidade. O Talibã nega ter envolvimento com os ataques.

Ao menos nove foguetes caíram nas proximidades do bairro diplomático de Cabul na madrugada desta terça, ao mesmo tempo que insurgentes se entrincheiraram em um mercado vazio nos arredores do Palácio Presidencial.

Segundo o porta-voz do Ministério do Interior, Najib Danish, os terroristas lançaram as bombas de um prédio em Reka Khana, no centro antigo da cidade. Em resposta, o governo afegão enviou um helicóptero militar para a área e lançou um foguete contra uma posição dos insurgentes, próxima à mesquita de Eidgah.

  • “Os criminosos estabeleceram posição atrás da mesquita Eidgah. As forças policiais estão no local. Cercaram o perímetro”, afirmou Danish, sem divulgar um balanço de vítimas até o momento.

    As forças afegãs também se envolveram em combates com os terroristas nos arredores do Palácio Presidencial e na região do estádio de Cabul.

    O ataque acontece no primeiro dia do Eid al-Adha (Celebração do Sacrifício), a principal festividade muçulmana, e dois dias depois da proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente afegão Ashraf Ghani.

    Os moradores da região que faziam as compras para o Eid al-Adha foram obrigados a sair correndo e buscar refúgio.

    A mesquita de Eidgah fica perto do Palácio Presidencial. Durante um discurso de Ghani transmitido pelo Facebook foi possível ouvir uma explosão ao fundo.

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    O Afeganistão aguarda a resposta dos talibãs a uma proposta de cessar-fogo de três meses formulada no domingo pelo presidente Ghani. A administração afegã suprimiu “todos os obstáculos” para alcançar a paz, afirmou, ao pedir aos talibãs que “se preparem para discussões de paz baseadas nos valores e princípios islâmicos”.

    O grupo Estado Islâmico, muito ativo em Cabul, não foi mencionado na proposta de Ashraf Ghani.

    A proposta do presidente Ghani foi elogiada por Estados Unidos, Otan e pelo Paquistão, país vizinho do Afeganistão, que pediram o fim dos combates.

    Libertação de reféns

    Também nesta terça, o Talibã libertou mais de 160 civis num dia depois de sequestrá-los de três ônibus no norte do Afeganistão. Ainda assim, manteve ao menos vinte soldados e policias como reféns.

    Quase 200 passageiros foram capturados por insurgentes do Taliban em Kunduz, província do norte do país, quando viajavam à capital Cabul.

    “Mais de 160 civis chegaram em casa sãos e salvos, mas ao menos vinte soldados e policias foram levados pelo Talibã a um local desconhecido”, disse Ghulam Rabani Rabani, membro de um conselho provincial de Kunduz.

    Dois comandantes do Taliban confirmaram a soltura dos civis. Um deles disse que os insurgentes não tinham intenção de ferir os civis, que viajavam durante o feriado de Eid al-Adha, mas que manterão os soldados e policias como prisioneiros.

    “Queríamos enviar ao governo a mensagem poderosa de que podemos lançar muitos ataques e derrotá-los em todos os níveis”, disse um dos comandantes, que não quis ser identificado.

    (Com AFP, EFE e Reuters)

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