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Britânicos foram intoxicados pela mesma substância usada contra ex-espião

Homem e mulher estão internados após serem encontrados inconscientes; até agora não há indícios de que foi um ataque planejado

Por Da Redação Atualizado em 4 jul 2018, 21h43 - Publicado em 4 jul 2018, 20h31

A polícia do Reino Unido confirmou nesta quarta-feira (04) que o homem e a mulher internados em estado grave desde o último sábado (30), quando foram encontrados inconscientes em uma casa na cidade de Wiltshire, foram intoxicados pela substância química Novichok, a mesma usada no envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal.

Wiltshire fica no sudoeste da Inglaterra e a 13 quilômetros de Salisbury, onde Skripal e sua filha Yulia foram envenenados no dia 4 de março.

O delegado adjunto da Polícia Metropolitana, Neil Basu, informou nesta quarta à imprensa que não foi possível confirmar até o momento se a substância química provém do mesmo lote com o qual o ex-espião russo foi atacado.

A substância tóxica foi analisada no laboratório de pesquisa de armas químicas do governo britânico em Porton Down, em Wiltshire, acrescentou Basu.

O delegado disse ainda que “não há nada que sugira” que o homem e a mulher tenham sido atacados, embora tenham sido achados inconscientes em Wiltshire com sintomas parecidos aos de Skripal e sua filha, e estejam sendo tratados agora no mesmo hospital que ambos estiveram internados.

Segundo a imprensa local, os intoxicados são Charlie Rowley e Dawn Sturgess, de 45 e 44 anos, respectivamente. Ambos são de nacionalidade britânica.

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Basu confirmou que “ninguém mais” apresentou os mesmos sintomas na cidade e lembrou que a área do incidente foi isolada pela polícia e pela Unidade de Terrorismo do Reino Unido, responsáveis pela investigação.

O agente reforçou que não parece que tenha havido “um crime proposital”, embora tenha ressaltado que a investigação permanece aberta a todas as hipóteses.

O comitê de emergência Cobra, formado pelos principais ministros e por representantes das forças de segurança do Reino Unido, se reuniu nesta quarta para abordar o caso. Um porta-voz do governo da primeira-ministra Theresa May afirmou que o incidente está qualificado como “grave” e é abordado “com a máxima seriedade”.

O ex-espião, de 67 anos, e sua filha Yulia, de 33, foram envenenados com o agente nervoso Novichok em um ataque que, segundo o governo britânico, foi orquestrado pela Rússia.

Como represália dezenas de diplomatas russos foram expulsos do Reino Unido, enquanto que Moscou negou qualquer vinculação com o incidente e fez o mesmo com diplomatas britânicos.

Os Skripal permaneceram durante semanas no hospital Salisbury District – antes de receberem alta, ela em 10 de abril e ele em 18 de maio –, o mesmo no qual o homem e a mulher estão internados agora em estado crítico.

(Com EFE)

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