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Brigadas revolucionárias serão ‘o maior desafio’ do governo líbio, diz ONU

Por Aris Messinis - 9 jul 2012, 15h11

Controlar as brigadas revolucionárias continuará sendo “o maior desafio” a ser enfrentado pelo governo que sair das eleições na Líbia, considerou nesta segunda-feira o representante especial da ONU no país, Ian Martin.

“O destino das brigadas revolucionárias é uma questão essencial para o novo governo”, declarou Martin em uma coletiva de imprensa. Ele deu a entender que a segurança é uma das principais preocupações dos líbios que no sábado votaram nas primeiras eleições organizadas no país após a queda do regime de Muamar Kadhafi.

Segundo Martin, os eleitores esperam “novas Forças Armadas sob controle democrático” e uma “polícia mais eficaz”, assim como uma integração dos ex-combatentes rebeldes às novas forças de segurança ou sua desmobilização.

“Isto continua sendo uma tarefa enorme e provavelmente o maior desafio que o novo governo enfrentará”, declarou Martin, que dirige a Missão da ONU na Líbia.

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Ele ressaltou que após as eleições, classificadas de “êxito extraordinário”, o novo governo poderá abordar esse problema “com a legitimidade concedida pelo fato de ter saído de um processo democrático”.

Oito meses após o fim do conflito armado que provocou a queda e depois a morte de Muamar Kadhafi, cerca de 2,8 milhões de eleitores foram convocados às urnas para eleger os 200 membros do Congresso Nacional Geral, encarregado de eleger um novo governo para tomar o controle do Conselho Nacional de Transição.

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