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Briga entre passageiros faz avião ser desviado nos EUA

Homem impediu cadeira de passageira de ser reclinada, mulher não gostou e discussão levou ambos a serem deixados em aeroporto fora da rota do voo

Um avião da United Airlines teve que fazer um desvio nos EUA no domingo depois que uma mulher e um homem brigaram por um pouco mais de espaço para as pernas. Segundo o jornal The Washington Post, a discussão começou porque o passageiro usou um equipamento para travar a poltrona da sua frente e impedir que ela reclinasse, ganhando assim alguns centímetros extras para seus joelhos.

A passageira na poltrona da frente não gostou, e passou a discutir com o homem, que se recusou a tirar o equipamento. A conversa foi ficando mais agressiva até que a mulher atirou um copo de água no homem. A reação da tripulação foi desviar o voo, que originalmente partiu de Newark para Denver, até o aeroporto de O’Hare, em Chicago. Os dois brigões foram então forçados a sair da aeronave, mas ninguém foi preso. Segundo a Administração de Segurança dos Transportes dos EUA, a questão envolveu uma briga entre consumidores, e não sobre segurança da aviação, o que poderia justificar uma prisão. Ambos os passageiros estavam sentados na seção “Plus” da aeronave, que já conta com alguns centímetros extras para as pernas, mediante uma taxa adicional.

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Segundo o jornal, o equipamento usado pelo homem é conhecido nos EUA como “Knee Defender” (Protetor de joelho) e é vendido na internet por 22 dólares (cerca de 49 reais). Ele consiste em duas pequenas travas de plástico que são acopladas na mesinha reclinável da poltrona, impedindo que o passageiro da frente consiga reclinar sua poltrona. Várias empresas aéreas dos EUA, entre elas a United, proíbem o uso.

Segundo o The Washington Post, o “Knee Defender” foi inventado há mais de uma década por um sujeito chamado Ira Goldman, que tem 1,90 metro de altura e passou a vender equipamento online. Em 2003, o jornal entrevistou o inventor, que disse que o “Knee Defender” não era um meio de “ganhar espaço”, mas de “defendê-lo”. A entrevista finalizava com um comentário do autor da reportagem, que previu que o equipamento era “uma receita para a fúria nos ares”.