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Brasil rejeita entrega de armas à oposição síria e recusa intervenção militar

Por Da Redação - 27 fev 2012, 14h47

Genebra, 27 fev (EFE).- O Brasil rejeita a entrega de armas à oposição síria e recusa uma intervenção militar estrangeira por considerar que qualquer uma das ações reforçará o conflito bélico e não resolverá a crise política no país.

A opinião foi expressada pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, em declarações a jornalistas após discursar em reunião de alto nível da 19ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

‘O Brasil se posiciona contra a entrega de armas seja a quem seja. O Brasil condena ações armadas de qualquer lado, não aceitamos ações armadas’, ressaltou a ministra.

‘Precisamos que toda perspectiva imediata de ações bélicas seja revista, estas têm significados nefastos para a população civil e não contribuem à reafirmação democrática de nenhum país’, acrescentou.

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Maria do Rosário rejeitou a opinião de alguns países, como a Arábia Saudita, sobre a necessidade de entregar armas à oposição síria para que possa defender-se da repressão exercida pelo regime de Bashar al Assad.

‘A ideia da Arábia Saudita de armar à oposição não é uma boa ideia, a excelente ideia é que a política e a diplomacia ocupem o lugar do confronto’, declarou a ministra, que defendeu o diálogo como resposta à repressão.

‘A postura do Brasil é vanguardista, é a defesa da paz, mais paz e menos reação armada a estruturas armadas. Nossa posição é coerente com nossa história’, ressaltou, defendendo o conceito da ‘responsabilidade de proteger’, já expressado pela presidente Dilma Rousseff na Assembleia Geral da ONU.

Além disso, a ministra deixou claro que o governo de Dilma está diametralmente oposto a qualquer intervenção militar na Síria.

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‘Devemos lembrar que devemos proteger protegendo. As ações militares sempre têm um elevado custo humano. Quando enfrentamos uma crise, a comunidade internacional deveria evitar agravar as tensões e a violência’, ponderou.

‘A ênfase deveria ser colocada na diplomacia e na resolução de conflitos. O uso da força deveria ser apenas excepcional e não deveria causar mais dano do que pretende evitar’, concluiu. EFE

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