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Bolsonaro discursa na abertura do Fórum Econômico Mundial

Em sua primeira viagem internacional, presidente afirma que país fará reformas 'que mundo tanto espera' e fala em abrir economia

Por Da Redação - Atualizado em 22 jan 2019, 14h51 - Publicado em 22 jan 2019, 12h43

O presidente Jair Bolsonaro realizou seu primeiro discurso internacional do mandato nesta terça-feira, 22, no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça). Em fala com cerca de seis minutos, o mandatário afirmou ter entre seus principais objetivos a criação de um “novo Brasil”, com destaque para reformas econômicas. Em um dos pontos mais precisos do discurso declarou que sua equipe econômica, liderada por Paulo Guedes, colocará o país entre os cinquenta melhores países para se fazer negócios.

Bolsonaro declarou que assumiu o Brasil em meio a “uma profunda crise ética, moral e econômica” e que seu governo goza “de credibilidade para fazer as reformas de que precisamos e que o mundo espera de nós”, já que, afirmou, é a “primeira vez em que um presidente montou uma equipe de ministros qualificados.”

Entre os membros presentes em sua comitiva para o encontro na Suíça, o presidente mencionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, como o “homem certo para o combate à corrupção e lavagem de dinheiro”, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que, segundo ele, o ajudará a implementar uma política “sem viés ideológico” nas relações internacionais, interligando o país ao resto do mundo com práticas como as adotadas e promovidas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).  

O governante ainda exaltou o potencial turístico subaproveitado do Brasil, que não está nem entre os quarenta países mais visitados do mundo, ressaltando suas belezas naturais e afirmando que a nação é líder em preservação do meio ambiente: “conheçam a nossa Amazônia, nossas praias, nossas cidades e nosso Pantanal. O Brasil é um paraíso, mas ainda é pouco conhecido”, disse Bolsonaro. 

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Para endossar a ideia de preservação, ele destacou que apenas 9% do território do país é ocupado por agricultura e menos de 20% pela pecuária, deixando claro que as áreas, “em grande parte”, garantem o superávit da balança comercial.

Sem ousar, reforçando declarações de momentos anteriores, o presidente não deixou de rebater seus opositores: “Os setores que nos criticam têm, na verdade, muito o que aprender conosco. Queremos governar pelo exemplo e que o mundo restabeleça a confiança que sempre teve em nós.”

Bolsonaro usou apenas seis dos dez minutos de que dispunha para o pronunciamento, no qual deveria passar uma mensagem atrativa para potenciais investidores estrangeiros. Como recado, falou em “resgate de valores” e sobre o objetivo de aprofundar laços de amizade e relações comerciaisDepois de discursar, ele respondeu a uma breve sabatina do organizador do Fórum, Klaus Schwab.

“Tendo como lema ‘Deus acima de tudo’, acredito que nossas relações trarão infindáveis progressos para todos”, finalizou o presidente do Brasil. 

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O discurso de Jair Bolsonaro era cercado de muita expectativa, em um Fórum Econômico Mundial esvaziado, com a presença de apenas três líderes do G7, grupo que reúne as maiores economias do mundo: o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o premiê italiano, Giuseppe Conte.

Protagonistas do cenário mundial, como o presidente americano Donald Trump, a primeira-ministra britânica Theresa May e o presidente francês Emmanuel Macron cancelaram suas participações para lidar com crises econômicas e sociais em seus países.

Líderes de potências emergentes, como o presidente da China, Xi Jinping, e o russo Vladimir Putin também não compareceram ao encontro anual.

Bolsonaro desembarcou em Zurique, na Suíça, no fim da manhã de segunda-feira 21, e deve permanecer em Davos, nos Alpes suíços, até sexta-feira, 25. 

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Confira o discurso na íntegra: 

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