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Brasil e UE condenam assentamentos israelenses no Conselho de Segurança

Portugal, Grã-Bretanha, França e Alemanha, potências europeias no Conselho de Segurança da ONU, além de Brasil, Índia e África do Sul, condenaram duramente, esta terça-feira, os novos assentamentos israelenses erguidos em território palestino, e pediram ação do governo para deter os ataques de colonos.

Brasil, Índia e África do Sul emitiram sua própria condenação após uma reunião do Conselho de Segurança, dedicada ao conflito no Oriente Médio. O enviado russo na ONU questionou o compromisso de Israel com uma solução de dois Estados para por fim ao conflito.

Portugal, Grã-Bretanha, França e Alemanha – representantes da União Europeia no Conselho – se declararam “consternados com estes fatos completamente negativos”, segundo comunicado conjunto emitido após o encontro.

Eles afirmaram que a mobilização de Israel para acelerar a construção de assentamentos nos territórios ocupados “transmite uma mensagem devastadora. Pedimos ao governo israelense que reverta estes passos”.

“A viabilidade do Estado palestino que nós queremos ver e a solução de dois Estados que é essencial para a segurança de longo prazo de Israel estão ameaçadas pela expansão sistemática e deliberada dos assentamentos”, acrescentou o comunicado, lido depois de encontro com o embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant.

“Nós condenamos a perturbadora escalada de violência dos colonos, inclusive o incêndio provocado contra a mesquita Nebi Akasha, em Jerusalém ocidental, e da mesquita Burqa, na Cisjordânia. Está claro que estes ataques provocados deliberadamente em lugares de culto foram praticados para agravar as tensões”, acrescentou.

Os europeus saudaram a promessa do premier israelense, Benjamin Netanyahu, de tranquilizar os extremistas e pediram que “o governo israelense cumpra seu compromisso de levar os responsáveis à Justiça e por um fim à impunidade”.