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Brasil defende solução negociada na Ucrânia

Ministro das Relações Exteriores se abstém de criticar a Rússia e garantiu a cúpula dos Brics, marcada para acontecer depois da Copa do Mundo

Por Da Redação 19 mar 2014, 10h12

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, disse nesta quarta-feira em Paris que o Brasil deseja uma “solução negociada” na Ucrânia e afirmou que o país manterá suas relações com a Rússia, por isso não cancelará a próxima cúpula dos Brics, prevista para ser realizada em Fortaleza logo após o fim da Copa do Mundo. O grupo Brics reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Durante entrevista coletiva após reunião com o chanceler francês, Laurent Fabius, Figuereido destacou que a situação da Ucrânia é “muito volátil” e defendeu uma negociação que respeite os “valores democráticos e a vontade dos ucranianos”. Sobre o referendo na Crimeia e a imposição de sanções contra a Rússia, o ministro se absteve de comentar e afirmou apenas que era preciso mais diálogo entre os envolvidos.

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Mas enquanto o chanceler brasileiro garantiu a realização da cúpula dos Brics, Fabius não descartou o cancelamento da reunião do G8 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia), programada para junho em Sochi e cuja preparação foi suspensa. A decisão será tomada pelos membros do G-7 (todos os países do G8 menos a Rússia) na semana que vem durante uma reunião em Haia, na Holanda, na qual também serão analisadas as sanções impostas à Rússia, explicou o ministro francês.

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Nesta quarta, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse ue a expulsão da Rússia do G8 será analisada na cúpula do G7, programada para a próxima segunda-feira. “Acho que deveríamos debater se expulsamos ou não a Rússia de forma permanente do G8, caso que se tomem mais medidas”, afirmou Cameron na Câmara dos Comuns. “É importante que atuemos junto com nossos aliados e parceiros”, disse Cameron sobre a cúpula de Haia, convocada ontem em caráter de urgência pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama

Fabius ressaltou a necessidade de “firmeza e diálogo” para resolver as tensões entre a Ucrânia e a Rússia, e alertou que a anexação da Crimeia pode provocar mais dificuldades no desarmamento nuclear. Neste sentido, lembrou que a Ucrânia assinou em 1994 o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, no qual, em troca do desarmamento, sua integridade territorial seria protegida por três países: EUA, Grã-Bretanha e Rússia. “Uma parte do território da Ucrânia foi anexada por um país que era fiador de sua integridade”, disse Fabius, para quem este caso pode incitar países que dispõem de armas nucleares a mantê-las e Estados que não as possuem a produzi-las.

(Com agência EFE)

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